MPF ACIONA QUATRO EX-PREFEITOS POR DESVIO DE VERBAS FEDERAIS

O
Ministério Público Federal (MPF) de Ilhéus acionou os ex-prefeitos dos
municípios baianos de Ituberá, Almir de Jesus Costa; de Gandu, Manoel Dantas
Cardoso; de Itabuna, Fernando Gomes Oliveira; e de Una, José Bispo dos Santos;
por improbidade administrativa. Foram ajuizadas quatro ações por má
administração de verbas de programas e fundos federais nas áreas de Educação,
Saúde e Proteção Social, uma contra cada um dos ex-gestores. Além dos
ex-prefeitos, o MPF acionou também um ex-secretário de Saúde, três empresas e
seus representantes legais e um empresário.
O
ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes Oliveira, e o secretário de Saúde da
época, Jesuíno de Souza Oliveira, foram acionados por terem causado um prejuízo
no valor atualizado de R$ 344,5 mil aos cofres públicos, segundo relatório da
Tomada de Contas Especial. O ex-gestor realizou um convênio com o Fundo
Nacional de Saúde (FNS) a fim de ter apoio técnico financeiro para a aquisição
de equipamento e material permanente, visando o fortalecimento do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Gestor
de Una entre os anos de 2005 e 2008, José Bispo dos Santos responde a uma das
ações por utilizar-se das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) sem
comprovar a devida destinação, além de aplicação irregular de valores do mesmo
fundo.
Em
2007, de acordo com parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), R$ 17,9
mil do Fundeb foram utilizados sem qualquer documentação comprovando a
aplicação da verba, e a justificativa para o uso de mais 17,6 mil reais
apresentada pelo ex-gestor não foi aceita pelo órgão em razão de desvio de
finalidade. Por diversas vezes, abriu-se prazo para a restituição dos valores
aos cofres públicos, sem qualquer resposta do ex-gestor.
Já
o ex-prefeito de Ituberá, Almir de Jesus Costa, responde a uma das ações por
desvio de verbas, no ano de 2006, do Ministério do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome, destinadas ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
(Peti). Por meio de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), que
embasa a ação, o MPF comprovou que houve simulação de concorrência na
realização de um convite para aquisição de gêneros alimentícios destinados ao
programa, sendo desconhecido o destino das verbas envolvidas no certame.
Além
do ex-gestor, respondem à ação as empresas – Sustare Distribuidora de Alimentos
LTDA, Ana Moema Paim Vilas Boas e Rodrigo Hecke Nunes – e seus representantes
legais, respectivamente, Cláudia Ramos de Melo, Ana Moema Paim Vilas Boas e
Rodrigo Hecke Nunes, que participaram e se beneficiaram da licitação
fraudulenta.
A
má administração de verbas repassadas ao município de Gandu pelo Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, destinadas ao Programa de Proteção
Social Básica (PAB), foi o que levou o MPF a acionar Manoel Dantas Cardoso,
prefeito da cidade no período de 2005 a 2008, e o empresário Joan Lima Santos.
Comprovou-se que em dois convites para aquisição de materiais de expediente, de
limpeza e outros, houve simulação de concorrência e realização de despesas sem
processo licitatório.
O
ex-prefeito também foi responsável por pagamentos efetuados sem suporte
documental; por valores movimentados na conta do PAB sem comprovação e
aplicação dos recursos do programa em despesas não relacionadas aos seus
objetivos. O empresário teve participação direta na concorrência, fornecendo
propostas de preço previamente combinadas a fim de obter o resultado
pretendido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário