Publicada: 21/08/2011 20:05| Atualizada: 21/08/2011 20:05
Folha
O porta-voz do regime do ditador Muammar Gaddafi, Moussa Ibrahim, disse neste domingo em entrevista coletiva exibida na TV estatal que ao menos 1.300 morreram e 500 ficaram feridas durante os confrontos na capital líbia, Trípoli. Paralelamente a isso, mais cedo, a Otan (aliança militar ocidental) bombardeou quartel general de Gaddafi e aeroporto na cidade.
"A situação é caótica, os hospitais não conseguem atender todos os feridos. Já são 24 horas de conflito, e o número de vítimas deve subir. É uma tragédia contra nossa bela cidade, e apoiada pela Otan", afirmou o porta-voz.
"Nossa nação não pode lidar com esse desastre, é uma situação muito grave. As pessoas estão com medo da vingança dos rebeldes, caso eles vençam. Os dois lados estão aterrorizados com o outro lado. Vamos parar com as ações militares. A Otan precisa cessar os ataques, e nós pediremos que nossos homens parem também".
"A paz precisa ser negociada. As pessoas estão lutando porque estão aterrorizadas, e não veem saída para a situação. Muitos mulheres e crianças estão morrendo. O mundo não poderá dizer que não viu essa situação. Nosso líder, [o ditador Muammar Gaddafi] deve nos guiar na negociação e em direção à democracia".
Pouco antes, em entrevista por telefone à rede de TV americana CNN, Ibrahim já havia dito que "os ataques da Otan a Trípoli teriam que cessar". "Nosso líder é Gaddafi, pedimos que a Otan suspenda os ataques. A Otan está atacando Trípoli, mas vamos resistir. Temos milhares de pessoas nos apoiando, a luta continuará, talvez por semanas", afirmou o porta-voz.
Questionado sobre o que acha de o regime estar isolado e "cercado por todos os lados", Ibrahim respondeu que o governo não pode ceder agora porque "haveria um massacre".
"As forças leais ao governo seriam massacrados pelos rebeldes, eles são violentos".
Fonte TRIBUNA DA BAHIA
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