terça-feira, 23 de agosto de 2011

Negromonte nega uso político


Publicada: 22/08/2011 03:31| Atualizada: 21/08/2011 22:38

O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), negou ontem ter ofertado um “mensalinho” de R$ 30 mil para deputados do seu partido em troca de apoio interno, segundo reportagem da revista “Veja” desta semana. O ministro negou ainda qualquer reunião partidária nas dependências da pasta que comanda, em Brasília.

Através de sua assessoria, Negromonte disse desconhecer a “suposta oferta de dinheiro em troca de apoio”. A assessoria garantiu que o ministro “repudia de forma peremptória atribuir a ele articulação para interferir no curso das decisões tomadas por parlamentares da bancada do PP na Câmara e reafirma o que tem dito a todos, esse é um assunto que compete aos deputados”. Por fim, pontua que “os parlamentares recebidos (...) nas dependências do Ministério das Cidades agendam suas reuniões para tratar de questões afetas ao ministério”.

Na verdade, o PP está rachado na Câmara entre os grupos do ministro e a ala que assumiu a liderança da bancada, emplacando o nome de Aguinaldo Ribeiro (PB). De acordo com a “Veja”, um grupo de parlamentares do PP levou a informação da oferta à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

A assessoria de Ideli negou no sábado (20) ter recebido qualquer acusação. A indicação de Negromonte para o governo Dilma desagradou uma parcela do partido, que apoiava a manutenção de seu antecessor, Márcio Fortes, no cargo. À publicação Negromonte negou também ter ofertado dinheiro e disse que a informação parte de Fortes - que, por sua vez, se negou a comentar o caso.

Ideli também aparece em reportagem da “IstoÉ”. Em conversas gravadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, ela, ainda como ministra da Pesca, articula com um ex-deputado para manter no cargo o superintendente do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Estado, João José dos Santos. Segundo a revista, há suspeitas de irregularidades contra ele. À revista, Ideli afirmou que o superintendente nunca foi condenado por nenhum órgão de controle.

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