
O governo
Dilma anunciou hoje uma iniciativa para evitar com eficácia os desastres
naturais provocados por chuvas e secas em vários estados. A presidenta definiu
que serão investidos R$ 18,8 bilhões com o Plano Nacional de Gestão de Riscos e
Resposta a Desastres Naturais.
“Nós
queremos salvar vidas humanas, nós queremos garantir que os estados, as regiões
e os municípios tenham menos impacto, que as pessoas não percam suas casas. Nós
queremos garantir que haja um processo pelo qual a gente evite as consequências
danosas, tanto da seca quanto dos desastres naturais decorrentes de muita
chuva”, afirmou Dilma.
Segundo
ela, “iremos de fato nessa questão demonstrar que vamos dar um passo à frente
no sentido de evitar todas as fatalidades que possamos, com todo o nosso
esforço e com toda nossa determinação.”
A
presidenta disse que ficou impactada ao visitar regiões atingidas por desastres
naturais e que desde então decidiu que o problema deveria ser enfrentado da
forma mais profissional possível. Dilma disse ainda que a execução do Plano
Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais era uma obrigação a
ser feita pelo governo federal.
“Nós
vivemos situações que nos impactaram, nos marcaram, que nos levaram e eu sou
testemunha disso e em vários ministros, em vários secretários nos levarem até
aquela determinação de que nós não poderíamos chegar novamente a enfrentar de
uma forma que não fosse a mais profissional possível os desastres naturais. Por
que? Porque eu vivi e vi o desespero do vice-governador Pezão e do governador
Sérgio Cabral diante do que aconteceu na região serrana do Rio. Eu vi o imenso
esforço de toda aquela região, no sentido de impedir aqueles deslizamentos e as
fatalidades que ocorreram.”
Cidades
beneficiadas
Somados
aos R$ 27,6 bilhões já contratados entre 2007 e junho deste ano, o aporte global
feito pelo governo federal chega a R$ 46 bilhões para prevenção, monitoramento
e reconstrução de danos. Os recursos serão investidos até 2014.
Mais de
820 municípios foram selecionados como prioritários pelo alto risco de
deslizamentos, enxurradas e inundações. Estas cidades serão mapeadas e terão
planos de intervenção, com identificação da vulnerabilidade das casas e obras
de infraestrutura.
Pelo
menos R$ 2,6 bilhões serão investidos em medidas para aumentar a capacidade de
resposta dos estados e municípios aos desastres. Bezerra explicou que o governo
tem gastado “muito” com reconstrução. Pelas contas do ministro, nos últimos
quatro anos, foram gastos, em média, R$ 1,1 bilhão por ano em obras de
reconstrução.
A forte
seca no Nordeste é o principal problema previsto pelo governo. A maior parte
dos recursos está sendo investida em obras para garantir oferta de água e
prevenir inundações, que somam, segundo o ministro das Cidades, Agnaldo
Ribeiro, R$ 15,6 bilhões.
O
dinheiro está sendo usado em contenção de encostas, drenagens, adutoras, e
sistemas de abastecimento de água”, disse ele. Desse total, foram selecionados
projetos que totalizam R$ 6,5 bilhões em projetos de obras em municípios de
Alagoas, da Bahia, do Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do
Piauí e Rio Grande do Norte.
No
Semiárido, os investimentos voltados para redução do risco de desastres
naturais serão usados em obras de construção de sistemas de captação,
distribuição e armazenamento de água potável para enfrentamento dos efeitos da
seca.
O plano
prevê que as cidades mais vulneráveis passem por obras de contenção de
encostas, drenagem urbana e controle de inundações com recursos do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
* com
informações da Agência Brasil e do Blog do Planalto.
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