O
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autarquia ligada
ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), vai antecipar para julho de
2013 a meta para identificar 50 mil famílias já assentadas em condição de
extrema pobreza e levar a esses assentamentos uma série de medidas do governo
para reverter essa situação. Por outro lado, as 14 mil famílias que serão
assentadas em projetos criados em 2011/2012 já ingressarão nessa nova
sistemática
As
medidas foram aprovadas nesta quarta-feira, 8, em Brasília, pelo plenário do
evento Diálogos Governo-Sociedade Civil: Brasil Sem Miséria, promovido pelo
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pela
Secretaria-Geral da Presidência da República.
Representando
o MDA e o Incra, o presidente da autarquia, Carlos Guedes, participou pela
manhã do grupo de trabalho que debateu a inclusão produtiva rural. Ele explicou
que as novas orientações simbolizam a entrada efetiva do Incra no Plano Brasil
Sem Miséria (PBSM). “É o Incra se manifestando como o instituto da superação da
pobreza extrema do Brasil rural”, afirmou.
Também
participaram do encontro representantes dos outros ministérios envolvidos no
Plano Brasil Sem Miséria (Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Integração
Nacional e Meio Ambiente), além de organizações da sociedade civil, como a
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e Federação
Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf),
entre outras.
Medidas
integradas
Por se tratar de um conjunto de medidas integradas, ficou definido que o tema da moradia nos assentamentos ficará a cargo do programa Minha Casa, Minha Vida. Já o abastecimento será feito por meio do Água para Todos e as estradas pelo PAC 2 Infraestrutura.
Por se tratar de um conjunto de medidas integradas, ficou definido que o tema da moradia nos assentamentos ficará a cargo do programa Minha Casa, Minha Vida. Já o abastecimento será feito por meio do Água para Todos e as estradas pelo PAC 2 Infraestrutura.
Os
assentamentos também terão assistência técnica diferenciada com acompanhamento
qualitativo. “Vamos implementar um programa de assistência com características
do Plano Brasil Sem Miséria”, pontuou Guedes. Os assentamentos contemplados com
o Bolsa Verde, que atende, entre outros grupos, a populações extrativistas,
também receberão assistência diferenciada.
Outra
meta estabelecida é a ampliação da oferta de alimentos no Programa de Aquisição
de Alimentos (PAA). Hoje, 15 mil famílias assentadas fornecem ao programa. A
meta do Incra é triplicar esse número para 45 mil famílias já em 2013, ante a
previsão inicial de 2014. Outra meta definida prevê que as famílias acampadas,
mas prestes a serem assentadas e que compõem o Cadastro Único ou o Bolsa
Família, serão qualificadas em cursos do Pronatec, com recursos do Programa
Nacional de Educação da Reforma Agrária (Pronera).
As ações
e metas apresentadas pelo presidente do Incra foram bem recebidas pelas
organizações da sociedade civil presentes, que fizeram críticas e sugestões.
“Não é possível discutir a pobreza no campo sem debater suas causas, dentre as
quais a concentração de terras”, disse o representante do Movimento Camponês
Popular (MPA), Altacir Bunde. O presidente do Incra concordou, reiterando que a
“concentração fundiária é a principal causadora da pobreza extrema no país”.
Para discutir mais a questão, além de outros temas, Guedes convidou os
movimentos sociais a participarem da reunião do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Rural e Sustentável (Condraf), que ocorrerá nos dias 11 e 12 de
setembro. “Lá, poderemos acolher o que foi dito aqui”, reforçou
Nessa
terça-feira, 7, Carlos Guedes reuniu os superintendentes regionais por meio de
videoconferência para repassar as novas orientações, que já estão em andamento.
Na próxima segunda-feira, 13, Guedes vai inaugurar, no município de Caruaru
(PE), um Projeto de Assentamento nos moldes das mudanças estabelecidas.
Dilma:
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