De cada 10 vagas de trabalho com
carteira assinada no Brasil, sete estão em micro e pequenas empresas. A
importância desses empreendimentos para o desenvolvimento da Bahia e do país é
o tema do programa Encontro com Gabrielli desta semana.
As micro e pequenas empresas se
caracterizam por possuir de um a 99 empregados. Acima desse patamar, a empresa
é considerada média ou grande. O campo de atuação das micro e pequenas empresas
é predominantemente no comércio varejista, serviços pessoais, oficinas,
atendimento, clínicas e escritórios, ou seja, nos setores e atividades que
estão mais próximos do cotidiano dos cidadãos.
Entre janeiro e junho deste ano, no Brasil, as micro e pequenas empresas
geraram aproximadamente 800 mil empregos, enquanto nas grandes o número foi de
250 mil. “Aqui na Bahia, as micro e pequenas empresas são ainda mais
importantes”, ressalta o secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli.
A
observação é fundamentada em dados que apontam que este segmento, esse ano,
teve uma diferença entre admitidos e desligados com carteira assinada na ordem
de 18 mil empregos, enquanto que as médias e grandes empresas, por sua vez,
abriram cerca de 200 novos postos de trabalho. Esses números não consideram as
declarações enviadas fora do prazo.
“Em todo lugar do mundo, e aqui não é diferente, o bom desempenho das micro e
pequenas empresas atinge de maneira positiva a renda e o consumo da população e
seu crescimento é resultante do dinamismo desse mercado”, esclarece Gabrielli.
“Pode parecer que o pequeno negócio de um parente ou amigo não está saindo do
lugar e não está dando grandes lucros, mas é a maior atividade do país e do
mundo”, acrescenta o economista.
EXPANSÃO
- De acordo com dados da Junta Comercial, somente no mês de junho desse
ano, mais de 2,7 mil empresas foram abertas no estado. Ao longo de 2012 foram
15,8 mil, não incluindo no somatório os empreendedores individuais. “A boa
notícia é que essa expansão não está concentrada em poucas regiões, mas se
espalha pelo estado”, comemora o secretário.
O
levantamento aponta ainda que 65% das empresas abertas na Bahia foram em
cidades do interior e apenas 35% na região metropolitana. Para Gabrielli, esse
número demonstra que a atividade econômica está sendo descentralizada, gerando
emprego e renda e refletindo o bom desempenho no mercado interno.
Em
contrapartida, muitas micro e pequenas empresas têm vida curta. A cada cinco
empresas criadas, quatro quebram nos cinco primeiros anos de existência. Isso
acontece, explica Gabrielli, porque os donos não conseguem gerenciar a empresa
em etapas importantes do negócio, como a entrada no mercado, o processo de
expansão e a consolidação da posição da empresa frente aos concorrentes.
“Muitos prejudicam o trabalho quando não separam a gestão dos gastos e dos
investimentos, ou confundem as despesas pessoais com as despesas da empresa”,
diagnostica Gabrielli. Para ele, há caminhos para o crescimento das pequenas e
micro empresas, seja por associação com outras empresas ou por ampliação dos
negócios para áreas onde se identifiquem boas oportunidades, seja recebendo
investimentos de terceiros, o que pode ser através de empréstimos ou da
inclusão de novos sócios.
“Muitos resistem a essa última opção pelo medo de fazer dívidas, mas as dívidas
podem viabilizar a expansão e, consequentemente, a ampliação da atividade”, diz
o economista. “Mas expandir não significa investir em qualquer coisa sem ter
conhecimento. É preciso ter cuidado, pois no curto prazo pode dar a ilusão de
crescimento, mas em geral leva à falência. Para crescer é muito importante
também conquistar clientes e saber aplicar bem os recursos, sejam
qualificações, financeiras ou técnicas”, aponta Gabrielli.
PROGRAMA - O
conteúdo do programa de rádio semanal está disponível para download no site www.facebook.com/encontrocomgabrielli, podendo ser
veiculado gratuitamente nas rádios ou postado em sites e blogs. Contatos e
sugestões para o programa podem ser feitos através do e-mail encontrocomgabrielli@gmail.com.
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