A
importância da agricultura familiar na economia do estado do Rio Grande do Sul
e a incidência das diversas cadeias produtivas gaúchas na indústria pautaram o
encontro entre o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, com o
presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor
Müller, na manhã desta quarta-feira, 1º, em Brasília. Outro tema tratado foi o espaço
destinado para a agricultura familiar na 35ª Exposição Internacional de
Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), em Esteio,
região metropolitana de Porto Alegre. O Ministério do Desenvolvimento Agrário
(MDA) estará presente com um estande, com destaque para o Pronaf Mais
Alimentos, que na última edição viabilizou o financiamento de cerca de 60% do
total de máquinas comercializadas durante a feira.
No
encontro, o ministro Pepe Vargas enfatizou o papel econômico e social da
agricultura familiar, que, além de produzir a maior parte dos alimentos
consumidos no país, é responsável pela ocupação de 74% da mão de obra no campo.
“O governo tem dado um olhar diferenciado para esse setor com a ampliação de
instrumentos para o desenvolvimento da agricultura familiar. Um destes
instrumentos é o Pronaf que desde a safra 2002/2003 teve um incremento de mais
de 400% no volume de recursos”, ilustrou.
Preocupação
O presidente da Fiergs, Heitor Müller, também levantou a preocupação da indústria gaúcha com os estoques excessivos de vinho, reforçando o pedido do Sindicato da Indústria do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho) para a realização de leilões de Prêmio para o Escoamento da Produção (PEP).
O presidente da Fiergs, Heitor Müller, também levantou a preocupação da indústria gaúcha com os estoques excessivos de vinho, reforçando o pedido do Sindicato da Indústria do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho) para a realização de leilões de Prêmio para o Escoamento da Produção (PEP).
O
objetivo, além de diminuir os estoques, é garantir o recebimento de uva na
próxima safra pelas indústrias e cooperativas e impedir a redução no preço pago
pela uva ao produtor, que, no estado, é predominantemente agricultor familiar.
Müller também mencionou a valorização das agroindústrias como um dos pilares
para conter o êxodo rural e para agregar valor aos produtos da agricultura
familiar.

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