Entre os anos 2000 e 2010 a taxa de desemprego na
Região Metropolitana de Salvador (RMS) caiu de 27,5% para 18,4%. De acordo com
o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, isso é reflexo de
uma combinação de fatores: um expressivo crescimento nas oportunidades de
trabalho, um aumento da renda das famílias, uma redução do número de jovens
ingressando no mercado fruto de uma dedicação aos estudos e uma demanda
crescente por mão de obra escolarizada. Esta é a síntese do programa Encontro
com Gabrielli que vai ao ar nas rádios baianas sempre às quintas-feiras.
A pesquisa sobre desemprego na RMS foi produzida
pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) e traz como título a Qualificação e Mercado de Trabalho:
apontamentos para política pública em regiões metropolitanas. O
levantamento foi feito com base na População Economicamente Ativa (PEA), que corresponde à parcela da população com dez anos ou
mais que está desempregada, mas que está em busca de um trabalho, somado com as
pessoas ocupadas.
De acordo com Gabrielli, “a
pesquisa indica que o número de ocupados saltou de 1,1 milhão para 1,5 milhão,
enquanto que o número de desempregados caiu de 417 mil para 330 mil”, destaca o
titular da pasta do Planejamento.
Além disso, a RMS foi a única do país
onde cresceu o número de inativos, ou seja, pessoas que não estão ocupadas nem
procurando trabalho. Passou de 24,9% para 27,4%. Parte da explicação desse
resultado, analisa Gabrielli, vem da diminuição da pressão dos jovens entre 16 e
25 anos para ingressar no mercado de trabalho. “Isso porque eles têm aumentado
o tempo de permanência na escola, motivados, sobretudo, por conquistar melhores
salários e, por outro lado, pressionados pelas empresas que buscam profissionais
mais qualificados”, afirma.
Escolaridade – Uma boa notícia é que na
década analisada cresceu o percentual de jovens e adultos que concluíram o
nível superior e estão empregados. “Entre os
jovens, a proporção passou de 42,5% para 64,8%, enquanto que para quem tem mais
de 25 anos os números saltaram de 50,8% para 64,5%.
Outro dado relevante é que o tempo
de estudo também aumentou. Os jovens já passam, em média, dez anos e três meses
estudando, um ano e meio a mais do que no início da década. Já os adultos
atualmente estudam nove anos e dez meses, ou seja, um ano e dois meses a mais.
A análise do Dieese também mostra
que os jovens estão encontrando mais oportunidades de trabalho em cargos de
direção e planejamento, como gerência e administração. “Um extraordinário
crescimento de 30%, enquanto que esses profissionais reduziram em 30,9% a sua
participação em atividades como vendedor, empregado doméstico, camareiro,
dentre outros”, enfatiza Gabrielli.
Se você tem alguma dúvida ou sugestão, mande um
e-mail para encontrocomgabrielli@gmail.com
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