Dilma recepciona Chávez. Foto: ig
Depois do afastamento do Paraguai do Mercosul, os presidentes da Argentina, Uruguai e Brasil decidiram dar um fim à resistência de alguns setores conservadores ao ingresso da Venezuela a este bloco econômico. O ato acontece hoje, em Brasília, numa reunião com as presenças dos presidentes da Argentina, Cristina Fernández; do Uruguai, José Mujica; e da Venezuela, Hugo Chávez e anfitriã, Dilma Rousseff.
Como a Caracas não segue a cartilha de Washington, os segmentos afinados com a política neoliberal dos EUA fizeram muita pressão para que isto não acontecesse, inclusive argumentando que a decisão seria ilegal. A Globo News, canal fechado ligado à TV Globo, chegou a fazer neste final de semana um programa específico para debater o tema com duas pessoas contrárias e um favorável, ligado ao Itamaraty, ou seja, à diplomacia brasileira. Depois de assinado o protocolo nesta terça-feira (30), o ingresso oficial acontecerá logo após o Congresso da Venezuela votar os termos da adesão, no mês de agosto.
O fato é que com a entrada da Venezuela ao Mercosul todos irão ganhar. Já há a perspectiva de adesão de outros países do continente. Como A Venezuela de Chávez é uma grande produtora de petróleo, o bloco vai se fortalecer ainda mais, pois o Brasil tem uma diversidade econômica e muito petróleo e a Argentina está se recuperando economicamente. No ano que vem, depois das eleições no Paraguai, os países antigos decidirão se aceitam a volta do antigo parceiro.
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