quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lídice admite candidatura em Salvador




Romulo e Raul Monteiro

Quem conversou com a senadora Lídice da Mata (PSB) nos últimos dias saiu convencido de que ela fala sério, muito sério, quando diz que depende de uma conversa com o governador Jaques Wagner, de outra com o presidente nacional do seu partido, Eduardo Campos, e de uma terceira com a legenda em Salvador sobre sua decisão de disputar o comando do Thomé de Souza. Lídice não estaria mais suportando as pressões de amigos, correligionários, assessores e, principalmente, de alguns partidos aliados, para lançar-se na disputa. O principal argumento de todos é que o pré-candidato do PT, Nelson Pelegrino, tem demorado de decolar e que, até para ajudar os petistas e Wagner a assegurar a Prefeitura de Salvador, ela deveria ficar de prontidão para a eventualidade de ser chamada, “pelas circunstâncias”, a concorrer.

Segundo outro aliado da socialista, "existe um entendimento nacional no PSB de que, levando em conta a história política de Lídice, e o crescimento do partido em todo o Brasil, ela deve, sim, ser candidata à Prefeitura da terceira maior cidade do Brasil”. Enquanto isso, apesar de adotar o discurso amigo e de boas-vindas, o pré-candidato do PT, deputado federal Nelson Pelegrino, reafirma que a prioridade, no entendimento dos petistas, ainda é em torno do seu nome. “Eu soube que saiu uma nota falando disso (da candidatura de Lídice da Mata). Eu não falo sobre hipóteses. Primeiro tem que ver se ela realmente é candidata. Agora, Lídice é completamente qualificada, já foi prefeita, é uma senadora de grande qualidade... Mas continuo perseguindo a unidade na base do governo”, disse Pelegrino. Vale lembrar que não é novidade para ninguém que o objetivo do PT é reunir os aliados em torno de seu candidato.

A deputada Alice Portugal, pré-candidata pelo PCdoB, ficou contente com a notícia. “Ótimo. Lídice é um nome absolutamente legítimo. Já foi prefeita, é a primeira mulher senadora da Bahia. Os partidos da base devem mesmo apresentar seus nomes no primeiro turno e, no segundo, iremos com aquele eu tiver se saído melhor”. Alice não perdeu a oportunidade de reiterar a solidez de seu pleito. “Vamos continuar nos posicionando. Nossa candidatura está mantida. Estaremos aí, com Lídice, com Pelegrino, com quem vier. Nossa candidatura está mantida com o mesmo objetivo do início, debater Salvador”.

Para o deputado João Leão (PP), o pré-candidato do prefeito João Henrique, a chegada da senadora ao páreo é positiva. “Que maravilha. Lídice tem história e é uma grande senadora da República. De qualquer jeito, haverá um candidato da base no segundo turno. Com tanto candidato assim, é capaz de o segundo turno acontecer com dois candidatos da base. Isso é muito bom”, avaliou Leão.

Neto defende CPI dos Jogos


O líder do Democratas na Câmara Federal, deputado ACM Neto, defendeu a instauração de uma CPI para investigar os denunciados pela operação Monte Carlo, que desmontou um esquema de jogos de azar envolvendo o empresário Carlinhos Cachoeira. “Queremos que todos os citados no caso sejam investigados, independente de partido”, disse Neto.

Ele ressaltou que o DEM agiu de forma rígida no caso do senador Demóstenes Torres (GO).  “Vivemos um momento importante na história do nosso partido. Agimos de forma forte e robusta para superação de obstáculos que se colocam no nosso caminho. Não passamos a mão na cabeça de quem comete erros”, enfatizou Neto, em discurso no plenário.

O DEM decidiu abrir processo de expulsão contra o senador Demóstenes Torres “pelo seu notório envolvimento com a operação Monte Carlo e com o contraventor Carlos Cachoeira”. Ontem, no entanto, Torres comunicou ao presidente da legenda, senador Agripino Maia (RN), sua desfiliação. “O Democratas não tem duas éticas, dos aliados e da oposição. A ética é uma só, independente de coloração partidária”, reforçou ACM Neto.

Segundo o deputado, a bancada do Democratas, com 27 deputados, apoia, com unanimidade, a criação da CPI. “Queremos que tudo seja apurado e queremos ver a postura dos outros partidos em relação a esse caso”, disse.
O líder ainda ressaltou que o partido está dando exemplo ao tomar atitudes firmes contra casos de corrupção, mesmo que implique sacrifícios. “O mesmo não se pode falar de outros partidos”, disse, listando uma série de escândalos recentes de corrupção que envolve o PT.

Fonte Tribuna da Bahia

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