O governo pretende minimizar
efeitos da estiagem no Nordeste por meio da concessão de crédito
extraordinário para medidas como o seguro a pequenos produtores, a
expansão da rede de abastecimento de água, a antecipação dos recursos
do programa Água para Todos e a recuperação de poços artesianos. Entre
liberação de créditos e linhas especiais, os investimentos somam cerca
de R$ 2,7 bilhões.
O anúncio foi feito ontem, em Aracaju (SE), durante a visita da presidente Dilma Rousseff a governadores nordestinos. Serão enviadas ao Congresso quatro medidas provisórias para que haja mais liberação de recursos para a região.
O anúncio foi feito ontem, em Aracaju (SE), durante a visita da presidente Dilma Rousseff a governadores nordestinos. Serão enviadas ao Congresso quatro medidas provisórias para que haja mais liberação de recursos para a região.
“Nós precisamos não deixar que a seca devaste tudo que conquistamos nos últimos anos, em melhoria de vida e desenvolvimento no semiárido nordestino”, discursou a presidente.
A primeira medida será para a abertura de crédito
extraordinário de cerca de R$ 200 milhões a pequenos produtores que
não são segurados pelo programa Garantia Safra, que paga aos agricultores prejudicados pela estiagem R$ 680, valor parcelado em cinco vezes.
"Já estamos chamando esse programa de Bolsa Estiagem", disse o
ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra, que acompanhou a
presidente no encontro com os governadores.
Para receber o Bolsa Estiagem, o agricultor terá que fazer parte do
sistema de Cadastro Único. Com esse programa, o governo pretende pagar
até R$ 400, em cinco vezes de R$ 80.
A segunda medida provisória a ser enviada ao Congresso será para a
expansão da distribuição de água por meio de carros-pipas, medida tomada
anteriormente em municípios que têm falta de água. Em 2011, na mesma
operação, o Ministério da Integração gastou cerca de R$ 230 milhões.
Segundo o ministro Bezerra, deverá ser aberto crédito extraordinário de
R$ 164 milhões para atender a operação com carros-pipa nos próximos seis
meses.
A terceira medida é referente à antecipação dos recursos do
programa Água para Todos. Esse programa faz parte do principal programa
do governo, o Brasil sem Miséria. De acordo com o ministro da Integração
Nacional, o governo pretende liberar até R$ 799 milhões, já previstos
no Orçamento Geral da União (OGU) deste ano, para a construção de
cisternas e a instalação dos sistemas de abastecimento simplificado, que
atendem de 50 a 100 casas. Os recursos também deverão ser empregados
para a construção de aguadas [mananciais] e pequenos barreiros [lagoas]
destinados à agricultura familiar.
Esses recursos, de acordo com o ministro, serão totalmente
liberados até dezembro deste ano e poderão ser usados pelo Ministério da
Integração ou por convênios entre o Ministério do Desenvolvimento
Agrário e os governos estaduais.
A presidenta também deverá enviar ao Congresso outra medida
provisória para conceder cerca de R$ 60 milhões para a implantação e a
recuperação de poços artesianos. O governo identificou a existência de
quase 5 mil poços já perfurados e que podem ser equipados para ampliar a
oferta de água até novembro. O governo estima que, desses poços, 2,4
mil sejam economicamente viáveis para receberem equipamentos nos
próximos seis meses. A reportagem é da Agência Brasil.
BAHIA - O governador Jaques Wagner participou em Aracaju de reunião
com a presidente Dilma Russeff. A Bahia é o estado do Nordeste mais
atingido pela seca e foi motivo de preocupação durante o encontro. “A
cidade de Vitória da Conquista pode enfrentar um grande problema de
abastecimento. Por isso estamos analisando alternativas para a oferta de
água na região”, disse o ministro da Integração Nacional, Fernando
Bezerra.
Para evitar que a população de Vitória da Conquista e região sofra
com o racionamento de água em virtude do terceiro ano consecutivo de
estiagem, o governo da Bahia, por meio de órgãos como a Secretaria do
Meio Ambiente e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), tem
realizado uma série de ações. Entre elas, a imediata suspensão de
captação de água das barragens e dos rios que as abastecem para fins de
irrigação.
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