segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

SSP registra 180 mortes durante a greve da PM


Foto Ilustrativa Google
Durante os 12 dias de greve da Polícia Militar, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 180 homicídios na capital baiana. Este número começou a ser calculado no dia 31 de janeiro - data de início do movimento paredista - e deixou de ser contabilizado às 21h do sábado, 11, quando os policiais decidiram pelo fim da greve.
Além do grande número de homicídios, a quantidade de carros assaltados também foi alarmante. Segundo a SSP, 402 veículos foram assaltados, em Salvador, durante os 12 dias de paralisação.
Apesar do fim da greve, vários veículos do Exército e soldados das Forças Armadas ainda podiam ser vistos, na manhã deste domingo, 12, circulando pelas ruas de Salvador.
Proposta - O movimento foi encerrado no sábado,11, quando os grevistas aceitaram a proposta de 6,5%, retroativa a janeiro passado, feita pelo governo.
Também foi aceita a proposta do pagamento da GAP - Gratificação por Atividade Policial - a partir de novembro próximo. Segundo o comando geral da PM, 100% do efetivo da polícia já se encontra em atividade.
A Tarde Online

Governo não descontará ponto de PMs grevistas


O dia de trabalho dos policiais militares que não retornaram às atividades na última sexta-feira, 10, não será descontado pelo comando da Polícia Militar. Houve um entendimento com os representantes das associações integrantes do grupo de negociação que o retorno estava condicionado à assembleia realizada no sábado, 11, para definir o fim do movimento.

Segundo o capitão Marcelo Pita, do Departamento de Comunicação Social da PM, as atividades dos policiais militares que haviam aderido ao movimento voltaram à normalidade neste domingo, 12. Como faz parte da rotina da corporação, escalas de trabalho previamente definidas e afixadas nos quarteis orientaram os policiais sobre seus horários de trabalho, explicou .

Segundo o capitão até a próxima quarta o comando da PM realiza a apresentação do planejamento de segurança para o carnaval de Salvador e outras cidades do estado onde a festa será realizada. A operação do carnaval começa na quinta, mas a apresentação do planejamento, prevista para o dia sete de fevereiro foi adiada devido a mobilização da PM.

A princípio, a segurança deverá contar com um contingente entre 18 e 19 mil policiais em todo o Estado, informou. O planejamento inclui o deslocamento de 3,2 mil policiais do interior para a capital, a fim de reforçar a segurança durante a festa.

Negociação - O comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro havia convocado os grevistas para que voltassem às atividades na última sexta, após a desocupação da Assembleia Legislativa. Segundo o comando quem não se apresentasse ao serviço teria os dias descontados na folha de pagamento e sofreria sanções administrativas.

Segundo o capitão Marcelo Pita, do Departamento de Comunicação Social da PM, no diálogo com os representantes das associações de PM houve um consenso de ambas as partes sobre este assunto. Assim será concedida anistia administrativa para os policiais que participaram do movimento e maneira pacífica. Entretanto, a Justiça dará andamento aos processos contra os policiais a quem forem atribuídos atos criminosos, confirma o capitão Pita.

O capitão informou ainda que as negociações com os representantes das associações de PMs vai prosseguir para tratar de pontos ainda não definidos como o plano de cargos e salários e o seguro para acidentes. O pagamento da Gratificação por Atividade Policial (GAP) IV e V foram definidos segundo a proposta do governo, concluiu..

A Tarde Online

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