terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nova arma contra fraudes

Carlos Vianna Junior

À medida que os fraudadores se armam de novas ideias para conseguir seus objetivos, a tecnologia de segurança contra-ataca com novas ferramentas para impedir o sucesso dos criminosos. Os bancos são os que mais têm tido baixas nesta guerra.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as fraudes levaram as instituições financeiras a sofrerem um prejuízo de 685 milhões de reais entre janeiro e julho deste ano. Na tentativa de diminuir esse número, os bancos começam a usar uma nova tecnologia: a biometria em caixas eletrônicos.

O primeiro banco a usar a tecnologia foi o Bradesco. O sistema utilizado pelo banco é o Palm Secure, fabricado pela japonesa Fujitsu. Através dele, os clientes do banco têm sua identificação feita a partir das veias da palma da mão, com a utilização de raios infravermelhos.

Para a jornalista Maira Silva, que começou a utilizar a tecnologia há um ano, o Palm Secure não lhe fez se sentir mais segura. “É mais ágil, não preciso usar as chaves do cartão, mas me dá a impressão que facilita para os criminosos que praticam os sequestros relâmpagos”.

Maira, no entanto, acredita que o banco vem melhorando o sistema. “No começo tive alguns problemas, eram ao menos três tentativas antes de obter a leitura da mão, mas agora acontece de primeira”, conta.

As primeiras experiências do banco com o Palm Secure foram feitas em 2006. Segundo o departamento de marketing do Bradesco, atualmente, é possível encontrar pelo menos um equipamento de autoatendimento com a tecnologia em todas as agências do banco. Segundo o Bradesco, já foram instaladas 21.752 máquinas de autoatendimento desde que a biometria foi adotada e cerca de 6 milhões de clientes optaram pelo sistema.

Tertuliano Almeida, formado em segurança em tecnologia da informação, que foi à agência do banco no Largo do Tanque fazer um depósito para sua mãe, acredita que o uso da biometria foi um importante passo dado pelo banco.

“Não sou cliente, mas minha mãe, que já teve seu cartão clonado, se sente mais segura utilizando o sistema”, diz. Tertuliano, contudo, não vê na tecnologia uma solução definitiva para as fraudes. “Trabalho com isso, e posso dizer que não há sistema de segurança cem por cento seguro, mas as inovações não podem parar”, opina.
Pagamento de benefícios

A biometria vem se provando uma tendência na luta contra as fraudes. Em 2013, o Banco do Brasil (BB) deve começar a instalar os aparelhos de biometria nos caixas. A Caixa também tem um projeto de uso das informações biométricas em caixas eletrônicos.

No dia 18 de agosto, o banco anunciou que irá receber do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados do cadastro biométrico de eleitores. A ideia é usar as informações para garantir a segurança e evitar fraudes no pagamento de benefícios previdenciários e do Programa Bolsa Família e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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