Os
partidos e coligações têm até esta sexta-feira, 5, para uma eventual
troca de seus candidatos a prefeito. Analista judiciário e professor de
direito eleitoral da Universidade Federal da Bahia, Jaime Barreiros Neto
confirmou que esta pode ser a estratégia adotada pelos candidatos para
driblar uma possível impugnação de suas elegibilidades.
“Se os
dirigentes de um partido entendem que seu representante corre o risco de
ter anulada a candidatura, eles o substituem. Como os programas das
urnas já estão prontos, com os dados do candidato anterior, os votos
computados para este são direcionados ao substituto”, ilustrou o
professor.
Ele
explicou que, se o candidato recebeu os votos, mas teve a candidatura
impugnada após o pleito e não foi definido um substituto até a véspera
das eleições, os votos são anulados. “Se estes votos representassem 51%
dos votos válidos, o que elegeria o candidato, uma nova eleição teria
que ser realizada”, frisou.
O risco de
ter a candidatura anulada também atinge candidatos a vereador. Mas, ao
contrário dos prefeituráveis, não há mais tempo para substituições. O
prazo esgotou-se a 60 dias das eleições.
(A tarde)
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