terça-feira, 16 de outubro de 2012

Em 38 cidades da Bahia, eleição foi vencida por menos de 100 votos


Em Itagi, Railton ganhou com 4 votos de diferença.
A falta de habilidade com a urna eletrônica, a vontade de curtir um pouco mais do sol de Salvador ou até mesmo denúncias de compra de votos foram ingredientes que resultaram em eleições onde a diferença entre a vitória e a derrota se deu na base do aperto. Levantamento feito pelo CORREIO, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  mostra que em 38 municípios baianos as disputas foram resolvidas com menos de 100 votos.
Em Itagi, a cidade baiana que teve o resultado mais apertado, a eleição para prefeito foi decidida por apenas quatro votos e deixou em pé de guerra o município do Sul do estado, que tem 8.315 eleitores. Um dia após a vitória de Railton de Oliveira Ramos (PT), Padre João (PP), candidato que ficou na terceira colocação, com menos de 500 votos de diferença para o vencedor, foi vítima de tentativa de homicídio. 
Segundo registro policial feito na delegacia da cidade, um eleitor declarado do médico Dr. Olival (PDT), que perdeu por quatro votos, invadiu a casa do Padre João com uma faca para matá-lo. No dia seguinte, invadiram a casa 
da irmã da atual prefeita, Wanda Argollo, fizeram ameaças e promoveram um quebra-quebra.
Por conta disso, o prefeito eleito, a vice e dirigentes do PT de Itagi saíram da cidade. Por telefone, o presidente municipal do partido, Franklin Eça, contou que a cidade virou um caos. “Dr. Olival já estava discursando quando, no fim, a eleição virou”, disse. 
Para alimentar a discórdia, moradores da zona rural desistiram de votar quando uma urna quebrou e teve que ser substituída. A demora fez com os eleitores fossem embora. Segundo contaram comerciantes da cidade, a debandada dos agricultores pode ter influenciado a decisão. 

Briga conjugal em Ubatã

Por trás do aperto das urnas há histórias menos tumultuadas do que Itagi.  Uma moradora de Ubatã, no Sul da Bahia, que pediu anonimato por razões óbvias, conta que estava em Salvador e não quis ir votar na candidata Rosana de Daí (PTB) porque “achava que ela ia ganhar”. Mas ela perdeu, por apenas 16 votos, para Simeia de Expedito (PSB). 
Resultado: o marido ameaçou terminar o casamento, após perder R$ 3 mil em uma aposta que tinha feito na vitória de Rosana. “Eu fiquei em Salvador porque fui pra praia. Eu nunca ia imaginar que ia ser uma diferença tão pequena. Meu marido virou o cão comigo”, conta, mesmo após alegar que era dona de apenas um voto.
Em Barra do Rocha uma diferença de 42 votos deu a vitória a candidata Vera. Em Aiquara, Tico venceu as eleições com 11 votos de frente do segundo colocado. Leia mais no Correio.

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