Professores retomam a mobilização no estado. Foto: Gicult
A quatro dias das eleições municipais, professores da rede
estadual de ensino prometem realizar nesta terça-feira, 2, a terceira
paralisação de 24 horas desde o fim da greve, há 60 dias. O sindicato
dos professores (APLB) afirma que a intenção é cobrar do governo a
reabertura da mesa de negociações. Um ato público na Praça da Piedade
está programado para as 9 horas. Segundo o presidente da APLB, Rui
Oliveira, não houve consenso entre a categoria e o governo do Estado
sobre o reajuste salarial.
Inicialmente, o sindicato propôs 22,2% até o final deste ano. O governo então acenou com a possibilidade de parcelamento do reajuste: 6,5% (pagos em janeiro), 7% em novembro e mais 7% em março de 2013. "A assembleia geral rejeitou a proposta do governo, mas não elaborou uma nova. Não quero criar expectativa. Nós queremos sentar para ver o que será feito, analisarmos os pontos e contrapontos de uma nova proposta", afirmou Oliveira.
A greve terminou, conforme o sindicalista, porque o Estado aceitou readmitir os professores do Reda demitidos durante os dias do movimento, devolver os salários cortados durante quatro meses, retirar os processos administrativos contra os professores em estágio probatório e os processos judiciais contra a APLB.
O Estado teria ainda aceitado devolver três meses de recursos da contribuição sindical retidos. "Sobre a contribuição sindical, o governo só devolveu dois meses. Falta um", disse Rui Oliveira.
Secretaria
Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria da Educação (SEC) disse ter enviado ofício à APLB para agendar reunião no dia 10 deste mês. Garantiu, ainda, que os três dias de paralisação entram no calendário de reposição de aulas para os 132 mil alunos das 104 escolas paralisadas do início ao fim da greve. O cientista político Joviniano Neto considera perigosa e controversa esta paralisação da categoria, próximo das eleições.
Para ele, o momento é "inoportuno", caso o objetivo seja mostrar pendências da pauta de reivindicação. "Revela um desconhecimento do movimento sobre a realidade do processo eleitoral", opinou. Por outro lado, o especialista disse que a paralisação pode funcionar para relembrar ao eleitorado uma greve que desgastou o governo - o que é, na visão dele, a pretensão de alguns insatisfeitos.
- Fonte: A tarde, por Hieros Vasconcelos Rego
Inicialmente, o sindicato propôs 22,2% até o final deste ano. O governo então acenou com a possibilidade de parcelamento do reajuste: 6,5% (pagos em janeiro), 7% em novembro e mais 7% em março de 2013. "A assembleia geral rejeitou a proposta do governo, mas não elaborou uma nova. Não quero criar expectativa. Nós queremos sentar para ver o que será feito, analisarmos os pontos e contrapontos de uma nova proposta", afirmou Oliveira.
A greve terminou, conforme o sindicalista, porque o Estado aceitou readmitir os professores do Reda demitidos durante os dias do movimento, devolver os salários cortados durante quatro meses, retirar os processos administrativos contra os professores em estágio probatório e os processos judiciais contra a APLB.
O Estado teria ainda aceitado devolver três meses de recursos da contribuição sindical retidos. "Sobre a contribuição sindical, o governo só devolveu dois meses. Falta um", disse Rui Oliveira.
Secretaria
Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria da Educação (SEC) disse ter enviado ofício à APLB para agendar reunião no dia 10 deste mês. Garantiu, ainda, que os três dias de paralisação entram no calendário de reposição de aulas para os 132 mil alunos das 104 escolas paralisadas do início ao fim da greve. O cientista político Joviniano Neto considera perigosa e controversa esta paralisação da categoria, próximo das eleições.
Para ele, o momento é "inoportuno", caso o objetivo seja mostrar pendências da pauta de reivindicação. "Revela um desconhecimento do movimento sobre a realidade do processo eleitoral", opinou. Por outro lado, o especialista disse que a paralisação pode funcionar para relembrar ao eleitorado uma greve que desgastou o governo - o que é, na visão dele, a pretensão de alguns insatisfeitos.
- Fonte: A tarde, por Hieros Vasconcelos Rego
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