quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Agricultura e bovinocultura em Jequié precisam de novos investimentos





Agricultura em Jequié precisa de apoios e investimentos. Foto: Del Santos
Agricultura em Jequié precisa de apoios e investimentos. Foto: Del Santos
Jequié, apesar de todo o potencial das áreas ribeirinhas da Barragem de Pedras para exploração agrícola, de maior rentabilidade e expressão social, optou pela bovinocultura de corte extensiva acompanhada de todas as suas características negativas. A bovinocultura de corte, em termos gerais, é uma atividade que proporciona um baixo retorno econômico (significativamente inferior às atividades de lavoura comercial), elevada demanda em capital produtivo e forte dependência de outras atividades produtivas ou de rendas não agrícolas, realizada por tradição familiar ou satisfação pessoal.
Do ponto de vista produtivo, o nível tecnológico de grande parte dos produtores é baixo, assim como o padrão zootécnico dos animais e os indicadores de produtividade da atividade. A segunda opção foi a cacauicultura, atividade que apresenta as dificuldades que todos nós conhecemos. O que restou de salvação foi uma excelente localização geográfica que vem contribuindo com o setor da prestação de serviços.
No meu entendimento, falta chegar ao campo o capital externo, acompanhado de idéias menos tradicionais, fato que já acontece com relação ao comércio. Volto a afirmar que Jequié não vai desenvolver-se enquanto olhar o futuro de costas para a caatinga. A comunidade precisa interessar-se pelos projetos que são de suma importância para o seu desenvolvimento, e o projeto de irrigação Mone-Espinho-Boa Vista é um deles.
- Por Urbano Gomes, técnico agrônomo

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