O drama da seca por um viés diferente
A seca para uns é sinônimo de miséria, para outros um auspicioso ralo de descaminho do dinheiro público para os coronéis dessas regiões, proprietários de verdadeiros oásis em pleno sertão nordestino, implantados com verbas da extinta SUDENE, responsável pela irrigação do patrimônio particular da elite nordestina, com forte representação no Congresso Nacional.
Estou esperando a chamada grande mídia “independente” colocar o seu jornalismo investigativo em campo, para mostrar essas contradições. Esse paradoxo. Amigos, o Brasil é uma farsa. A seca que deixa mais dura a vida de milhões de brasileiros, sobretudo do alto sertão nordestino, faz a alegria e enriquece muita gente sem pudor deste País.
Enquando sertanejo viaja quilômetros em busca de um balde de água para matar a sede do seu filho e atender as suas necessidades básicas, o precioso líquido jorra com abundância nas fazendas dos coronéis nordestinos, muitos deles deputados e senadores, extraídas de aquíferos e lencóis freáticos.
Sem a seca no nordeste, não teremos mais decretos de estado de emergência, que são sinônimos de isenções de tributos, juros a perder de vistas e novos investimentos na região, que beneficiam os que mais precisam e aos exploradores da miséria alheia.
Se acabarem com o flagelo da seca, acabam-se as retóricas, político inescrupuloso vai ficar sem discurso. Sem o seu nincho. É isso que penso. O resto é pura filosofia de malandro.