Funcionário do Senado continua sendo parente e amigo que trabalha quando quer

Parece que a votação do projeto que acaba com o 14° e 15° salário dos senadores está sendo varrida para debaixo do tapete. Catorze daqueles que ficaram de analisar a proposta ficaram mudos, se escndendo pelos cantos. Apenas onze são contra a extinção da mordomia – é preciso se divulgar quem são eles.
Enquanto isso a bandalheira continua: Graças a uma brecha nas normas internas, senadores estão multiplicando o número de cargos comissionados, aqueles que não exigem concursos. Eles fracionam as doze vagas a que tem direito e aumentam em até 5 vezes o número de contratações – neste caso, geralmente de parentes e amigos.
O senador Ivo Cassol, por exemplo, tem 67 contratados para o seu gabinete. Por causa de casos como esse, os gastos do Senado com pessoal tem subido exorbitantemente.  E ainda tem mais: muitos senadores estão liberando seus servidores da exigência de ponto para controle de frequência, ou seja – podem chegar a hora que quiserem ou até não chegarem ao trabalho.
Ou mais: no caso da filha do ex presidente FHC, a coisa beirava a piada. Ela costumava dizer que não ia trabalhar no Senado porque achava o órgão muito bagunçado, preferia trabalhar em casa. E quem é que paga? Você e eu.