O Mapa das Ações por Improbidade, além de 25 pessoas, inclui quatro empresas acusadas de participação em esquemas para desviar dinheiro público nos dois principais municípios do sul da Bahia.
Lançado esta semana pelo Ministério Público Federal (MPF) na Bahia, a ferramenta virtual disponibiliza na internet as ações por improbidade administrativa contra prefeitos, ex-prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais, ex-secretários, diretores de fundações e empresários. São ações ajuizadas desde 2008. Em Itabuna, a relação inclui 15 réus em processos que tramitam na Justiça Federal. Eles são ex-prefeitos, ex-secretários e ex-diretores de fundações municipais e empresários. Um dos processos disponibilizados é o de número 0003085-04.2011.4.01.331, sobre a “máfia dos sanguessugas”, um esquema de superfaturamento de ambulâncias.
Neste processo aparecem como réus o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, os empresários Darci Maria Trevisan Vedoin, Cleia Maria Trevisan, Alessandra e Luiz Antônio Trevisan Vedoin, além de Ronildo Pereira de Medeiros e Cintia Cristina Medeiros, das empresas do grupo Planam. O autor da ação é o procurador da República Eduardo Ribeiro Gomes El Hage. A ação por improbidade foi distribuída no dia 29 de agosto deste ano para o juiz federal Igor Matos Araújo. De acordo com ação do Ministério Público Federal, o ex-prefeito de Itabuna, em 2006, foi um dos beneficiados com ambulâncias adquiridas com superfaturamento. Fernando Gomes aceitou duas ambulâncias do então deputado federal Reginaldo Germano. Cada veículo custou R$ 110 mil, quando poderiam ser adquiridos por R$ 38 mil no mercado. A princípio, o prefeito negou a compra, mas foi desmentido por matéria do jornal A Região, publicada em maio de 2006 com provas.
( A Região )
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