segunda-feira, 3 de outubro de 2011

LACUNA

Author: Gidasio Silva.

Luís Antonio Cajazeira, poeta. Foto: google

Luís Antonio Cajazeira, poeta. Foto: google

Só lembro que te amei, não do desejo

hoje impossível, improvável ontem,

de tão distante em mim que tu te escondes

do abraço em carne viva do presente.

Lembrar de ti por nada não me aquece

a ponto de acender-te como chama.

E ficas, não vulcão, mas calcinado

idílio – já não danças em meu ventre.

E não lembro de ti nem mesmo agora.

O que me vem de ti não é ausência,

mas um vago qualquer, vez que não lembro

se foste mais que lábios contra lábios,

se foste pele a pele num só fôlego.

Já não lembro de ti. Vês que não lembro.

Autor: Luís Antonio Cajazeira Ramos , em seu livro “Mais que sempre”, de 2007.

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