sexta-feira, 22 de julho de 2011

Estudantes protestam em Conquista por melhorias no transporte

Juscelino Souza | Sucursal Vitória da Conquista

Juscelino Souza | Ag. A TARDE
Movimento continuou mesmo após os estudantes terem fracassado no objetivo de reduzir a tarifa
Movimento continuou mesmo após os estudantes terem fracassado no objetivo de reduzir a tarifa

Após reunião entre líderes do movimento de estudantes secundaristas de Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador) e o prefeito Guilherme Menezes (PT), nesta sexta-feira, 22, à tarde, a melhoria no sistema de transporte coletivo virou o principal assunto da discussão.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transporte, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Simtrans) informou que os membros do Conselho Municipal de Transportes decidiram por unanimidade manter o valor da tarifa em R$ 2,10. No entanto, as demais pautas do Movimento Estudantil, serão discutidas nas próximas reuniões do Conselho e estão sendo analisadas pelo governo municipal.

A prefeitura garantiu a ampliação da cota de passagens aos estudantes que comprovarem atividades complementares, como estágio, e está analisando a viabilidade legal da concessão de meia passagem durante o período de férias. As “outras reivindicações do Movimento Estudantil serão atendidas após o processo de licitação do transporte coletivo, que já está em andamento".

Ainda segundo o comunicado, o edital da licitação já prevê a renovação e ampliação da frota, o aumento do número de postos de recarga do bilhete eletrônico, mais veículos adaptados para deficientes, instalação de câmeras de monitoramento em todos os ônibus, a implantação do bilhete único e de mais 100 abrigos de ônibus.

Manifestação - Pela manhã, um grupo de aproximadamente 150 estudantes ocuparam as ruas da cidade impedindo a circulação dos ônibus e deixando a grande maioria dos 73 mil usuários do serviço a pé ou à mercê de vans, lotações, transporte clandestino e táxis. Impedidos de circular, os veículos ficaram estacionados nas proximidades da garagem das duas empresas concessionárias. Foram cinco horas de bloqueio.

O protesto foi convocado logo após os estudantes, que pleiteavam a revogação do reajuste da tarifa, serem voto vencido, na última quarta. Eles queriam que o reajuste de 10%, que elevou a tarifa de R$ 1,90 para R$ 2,10 fosse revertido.

“Já que fomos vencidos e não tivemos acatada a proposta de manutenção da tarifa anterior, que era de R$ 1,90, resolvemos protestar a favor de um transporte de qualidade, que atende a toda a cidade”, justificou a estudante Hortênsia Gonçalves, 18 anos, que toma quatro ônibus por dia.

O movimento continuou e eles apresentaram uma nova rodada de reivindicações, como melhoria no transporte, abertura de novos postos de recarga de cartão-passe.

“Se houvesse aumento, mas com qualidade no serviço, certamente não estaríamos nas ruas, mas o que temos são ônibus que quebram com frequência, atrasos, veículos com elevado teor de poluição”, continuou a estudante. “Nossa luta também é pelo bilhete-único para todos os usuários e abertura de mais postos de recarga do cartão. Por enquanto só existe um para atender a toda a demanda”, concluiu Hortênsia.

“Nossa lista inclui, ainda, direito a meia-passagem para os estudantes durante o ano inteiro, incluindo recesso e férias e congelamento da tarifa durante um ano após implantação do bilhete-único”, completou

Um dos líderes do movimento, Saulo Moreno Rocha, relatou que os estudantes não abrem mão do direito a meia-passagem durante o ano inteiro, incluindo recesso e férias e congelamento da tarifa durante um ano após implantação do bilhete-único.

O sistema de transporte coletivo de Vitória da Conquista, município com mais de 310 mil habitantes, se concentra no Terminal Urbano da Avenida Lauro de Freitas, dispondo de 46 linhas, cobertas por 149 ônibus.

Esta não é a primeira vez que os estudantes ocuparam as ruas em Vitória da Conquista. Após o reajuste de 10% na tarifa, em 25 de junho deste ano, eles bloquearam os acessos dos ônibus e ocuparam o terminal para tentar manter o valor anterior. A manifestação foi nomeada de a “revolta do buzu”.

Com faixas, cartazes e apitos, conseguiram algumas adesões da população, mas também foram postos em xeque por alguns usuários e comerciantes, que reclamavam prejuízos. Alguns atritos com motoristas e cobradores foram registrados, mas sem gravidade.


FONTE JORNAL A TARDE

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