Os clássicos álbums "Equal Rights" e "Legalize it" de Peter Tosh ganham edição especial!
terça-feira, 13 de setembro de 2011
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O dia 11 de setembro ficou marcado para a humanidade como o dia em que aconteceu o atentado contra as torres do World Trade Center, nos Estados Unidos. O mesmo dia, porém no ano de 1987 também foi trágico para a música internacional - falecia vítima de assassinato Peter Tosh, um dos maiores gênios que a música reconhecidamente já teve.
Em homenagem a Tosh, foram lançados pela Sony Music duas das suas grandes obras em edições mais que especiais. "Equal Rights" e "Legalize It" ganharam uma reedição e agora ambos são vendidos em CDs duplos com versões inéditas e raras, dubs e muito mais.
Além das músicas, novos encartes com imagens e textos inéditos, os últimos escritos por Roger Stephens, um dos maiores entusiastas do reggae no planeta e que teve a oportunidade de conviver diversas vezes com Peter.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
PT QUER GANHAR 100 PREFEITURAS NA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2012
Author: Gidasio Silva.
Num almoço realizado nesta segunda-feira (26), num restaurante em Salvador, petistas de diversas tendências foram demonstrar o apoio ao pré-candidato a prefeitura da Capital, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT). Os diversos palestrantes falaram que a intenção do partidos é ganhar a prefeitura de Salvador e também umas 100 prefeitura na próxima eleição municipal.
Num almoço realizado nesta segunda-feira (26), num restaurante em Salvador, petistas de diversas tendências foram demonstrar o apoio ao pré-candidato a prefeitura da Capital, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT). Os diversos palestrantes falaram que a intenção do partidos é ganhar a prefeitura de Salvador e também umas 100 prefeitura na próxima eleição municipal.
Liberdade em festa para Cosme e Damião
Cristiane Felix
O sincretismo latente da Bahia já anuncia a tradição. Dia 27 de setembro é dia de missa e procissão católica na rua e ‘caruru de santo’ na casa dos devotos de Cosme e Damião. Na Paróquia de São Cosme e São Damião, na Liberdade, tudo pronto para a 70ª festa em homenagem aos padroeiros.
O festejo começa com a alvorada, às 5h, que é seguida pela primeira missa do dia, realizada às 6h pelo padre Josevaldo Carvalho Nascimento, pároco da igreja.
A expectativa é de que cerca de cinco mil fiéis lotem a paróquia durante todo dia. A procissão, ponto alto da celebração, está marcada para as 17h e, além das imagens dos santos gêmeos, será abençoada também por uma imagem de Nosso Senhor do Bonfim.
Comemoração das mais tradicionais na Bahia, o dia dedicado aos santos é celebrado tanto pela Igreja Católica quanto pelas religiões de matriz africana Candomblé e Umbanda. Na festa católica, o dia será celebrado com oito missas, realizadas às 6h, 7h, 8h30 – esta realizada pelo bispo Auxiliar de Salvador, Dom Gregório Paixão –, 10h, 12h, 14h, 15h30 e 18h.
Além de uma procissão que sairá da igreja às 17h, seguirá pela Rua Estrada da Liberdade (antiga Lima e Silva) até o Largo da Lapinha, e retornará à igreja para a missa solene de encerramento.
“Diferente do ano passado, este ano separamos a missa da novena, que começou no dia 18 e termina hoje (ontem). Criamos também uma missa para os devotos, celebrada toda quarta-feira, às 7h, que tem trazido muitas pessoas à paróquia”, afirmou o padre Josevaldo Nascimento, pároco da igreja. Segundo ele, a expectativa é de que cerca de cinco mil pessoas passem pela paróquia hoje.
Entre elas certamente estará Lindinalva de Sousa Moreira, de 69 anos. “Moro na Fazenda Grande e, como devota de São Cosme e São Damião, estarei aqui na celebração só que em um horário mais tranquilo, logo cedo. Hoje (ontem), por um motivo especial, precisava passar para fazer uma oração”, contou dona Lindinalva, que enfrentou a chuva que caiu ontem para agradecer na igreja uma bênção alcançada.
SINCRETISMO – No catolicismo, as celebrações para Cosme e Damião se encerram com missa e procissão, mas na Bahia o dia 27 de setembro é tradicional também pelo ‘caruru de santo’, servido em homenagem aos santos.
A associação da celebração ao prato vem das religiões de matriz africana, em que Cosme e Damião são associados aos ibejis, filhos gêmeos de Xangô e Iansã.
Este ano, os soteropolitanos que mantiveram a tradição desembolsaram cerca de R$ 150 (caruru para 30 pessoas). Ontem, na feira das Sete Portas, o cento do quiabo, ingrediente principal, era vendido a R$ 5, mesmo valor do vidro de azeite de dendê.
O camarão seco e a castanha variavam de R$ 13 a R$ 22. Os comerciantes reclamavam de queda no movimento de cerca de 30% em relação ao ano passado.
O sincretismo latente da Bahia já anuncia a tradição. Dia 27 de setembro é dia de missa e procissão católica na rua e ‘caruru de santo’ na casa dos devotos de Cosme e Damião. Na Paróquia de São Cosme e São Damião, na Liberdade, tudo pronto para a 70ª festa em homenagem aos padroeiros.
O festejo começa com a alvorada, às 5h, que é seguida pela primeira missa do dia, realizada às 6h pelo padre Josevaldo Carvalho Nascimento, pároco da igreja.
A expectativa é de que cerca de cinco mil fiéis lotem a paróquia durante todo dia. A procissão, ponto alto da celebração, está marcada para as 17h e, além das imagens dos santos gêmeos, será abençoada também por uma imagem de Nosso Senhor do Bonfim.
Comemoração das mais tradicionais na Bahia, o dia dedicado aos santos é celebrado tanto pela Igreja Católica quanto pelas religiões de matriz africana Candomblé e Umbanda. Na festa católica, o dia será celebrado com oito missas, realizadas às 6h, 7h, 8h30 – esta realizada pelo bispo Auxiliar de Salvador, Dom Gregório Paixão –, 10h, 12h, 14h, 15h30 e 18h.
Além de uma procissão que sairá da igreja às 17h, seguirá pela Rua Estrada da Liberdade (antiga Lima e Silva) até o Largo da Lapinha, e retornará à igreja para a missa solene de encerramento.
“Diferente do ano passado, este ano separamos a missa da novena, que começou no dia 18 e termina hoje (ontem). Criamos também uma missa para os devotos, celebrada toda quarta-feira, às 7h, que tem trazido muitas pessoas à paróquia”, afirmou o padre Josevaldo Nascimento, pároco da igreja. Segundo ele, a expectativa é de que cerca de cinco mil pessoas passem pela paróquia hoje.
Entre elas certamente estará Lindinalva de Sousa Moreira, de 69 anos. “Moro na Fazenda Grande e, como devota de São Cosme e São Damião, estarei aqui na celebração só que em um horário mais tranquilo, logo cedo. Hoje (ontem), por um motivo especial, precisava passar para fazer uma oração”, contou dona Lindinalva, que enfrentou a chuva que caiu ontem para agradecer na igreja uma bênção alcançada.
SINCRETISMO – No catolicismo, as celebrações para Cosme e Damião se encerram com missa e procissão, mas na Bahia o dia 27 de setembro é tradicional também pelo ‘caruru de santo’, servido em homenagem aos santos.
A associação da celebração ao prato vem das religiões de matriz africana, em que Cosme e Damião são associados aos ibejis, filhos gêmeos de Xangô e Iansã.
Este ano, os soteropolitanos que mantiveram a tradição desembolsaram cerca de R$ 150 (caruru para 30 pessoas). Ontem, na feira das Sete Portas, o cento do quiabo, ingrediente principal, era vendido a R$ 5, mesmo valor do vidro de azeite de dendê.
O camarão seco e a castanha variavam de R$ 13 a R$ 22. Os comerciantes reclamavam de queda no movimento de cerca de 30% em relação ao ano passado.
Bancários em greve a partir de hoje
Roberta Cerqueira
Bancários de todo o país cruzam os braços a partir de hoje. Após decidir em assembleia, na última quinta-feira, a categoria voltou a se reunir ontem, no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários da Bahia, no bairro dos Aflitos, e bateu o martelo sobre a mobilização, que não tem prazo para terminar. Ano passado, trabalhadores de 564 unidades bancárias aderiram ao movimento e 344 agências foram fechadas em todo o estado.
A categoria quer aumento de 12,8%, além de reajuste nos benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor equivalente a três salários e mais R$ 4,5 mil, porém, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) oferece apenas 8% com ganhos imediatos de apenas 0,57% e não aceita nenhuma das outras reivindicações.
O presidente do sindicato que representa a categoria, Euclides Fagundes, destacou, ontem, após a assembleia, que o Banco Regional de Brasília ofereceu reajuste de 17% no piso do salário-base, 24% na comissão de caixa e 8% nas demais comissões.
“O que significa que os outros bancos também podem dar o reajuste que estamos reivindicando”, destaca. A Bahia tem cerca de 17 mil bancários, sendo 8 mil em Salvador.
Bancários de todo o país cruzam os braços a partir de hoje. Após decidir em assembleia, na última quinta-feira, a categoria voltou a se reunir ontem, no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários da Bahia, no bairro dos Aflitos, e bateu o martelo sobre a mobilização, que não tem prazo para terminar. Ano passado, trabalhadores de 564 unidades bancárias aderiram ao movimento e 344 agências foram fechadas em todo o estado.
A categoria quer aumento de 12,8%, além de reajuste nos benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor equivalente a três salários e mais R$ 4,5 mil, porém, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) oferece apenas 8% com ganhos imediatos de apenas 0,57% e não aceita nenhuma das outras reivindicações.
O presidente do sindicato que representa a categoria, Euclides Fagundes, destacou, ontem, após a assembleia, que o Banco Regional de Brasília ofereceu reajuste de 17% no piso do salário-base, 24% na comissão de caixa e 8% nas demais comissões.
“O que significa que os outros bancos também podem dar o reajuste que estamos reivindicando”, destaca. A Bahia tem cerca de 17 mil bancários, sendo 8 mil em Salvador.
SELEÇÃO DE IPIAÚ VENCE JITAÚNA
A Seleção de Ipiaú jogando neste domingo (25/09) no Estádio Antônio Carlos em Jitaúna, venceu o time local por 2 a 1. Os gols de Ipiaú foram marcados pelos Jogadores Dey Andrade (39’ 1ºT) e Bruno Neves (14’ 2ºT). O único gol de Jitaúna foi marcado por meio de um pênalti aos 11’ do 1ºT.
Com a vitória, a Seleção de Ipiaú que está no Grupo 19 do Intermunicipal, alcança seis pontos, ficando na 2º colocação. No próximo domingo (02/10), o time Ipiauense volta a enfrentar a Seleção de Jitaúna, desta vez, no Estádio Pedro Caetano em Ipiaú.
Com a vitória, a Seleção de Ipiaú que está no Grupo 19 do Intermunicipal, alcança seis pontos, ficando na 2º colocação. No próximo domingo (02/10), o time Ipiauense volta a enfrentar a Seleção de Jitaúna, desta vez, no Estádio Pedro Caetano em Ipiaú.
Ministro garante recursos do PAC para o metrô
O ministro das Cidades, Mário Negromonte, confirmou ontem que Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte serão contempladas com o metrô através de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – Mobilidade Grandes Cidades.
A presidente Dilma Rousseff (PT) estará no Rio Grande do Sul no próximo dia 14, quando anunciará oficialmente a obra do transporte sobre trilhos da capital gaúcha, que custará R$ 2,46 bilhões. Ontem, Negromonte desembarcou em Porto Alegre para tratar do assunto com o governador gaúcho Tarso Genro (PT).
De acordo com Negromonte, cerca de R$ 1 bilhão serão provenientes do Orçamento Geral da União, após aceitar a nova modelagem financeira apresentada pela prefeitura e pelo governo do Estado.
No início do mês, o Palácio do Planalto havia solicitado que as autoridades estaduais refizessem o cálculo sobre os custos da obra, com o objetivo de reduzir o pedido de verbas federais. Inicialmente, a administração gaúcha havia solicitado R$ 1,58 bilhão, valor considerado alto demais pelo Executivo federal.
A presidente Dilma Rousseff (PT) estará no Rio Grande do Sul no próximo dia 14, quando anunciará oficialmente a obra do transporte sobre trilhos da capital gaúcha, que custará R$ 2,46 bilhões. Ontem, Negromonte desembarcou em Porto Alegre para tratar do assunto com o governador gaúcho Tarso Genro (PT).
De acordo com Negromonte, cerca de R$ 1 bilhão serão provenientes do Orçamento Geral da União, após aceitar a nova modelagem financeira apresentada pela prefeitura e pelo governo do Estado.
No início do mês, o Palácio do Planalto havia solicitado que as autoridades estaduais refizessem o cálculo sobre os custos da obra, com o objetivo de reduzir o pedido de verbas federais. Inicialmente, a administração gaúcha havia solicitado R$ 1,58 bilhão, valor considerado alto demais pelo Executivo federal.
Atrasos em convênios leva prefeitos à governadoria
Dos 417 municípios baianos quase todos possuem obras ou serviços conveniados com o governo do estado, onde parte do pagamento é feito pela prefeitura, num formato de contrapartida, e a outra pelo governo do estado.
Contudo, a União dos Municípios da Bahia (UPB) constatou, em assemblea realizada com os prefeitos baianos, que praticamente 85% dos municípios possuem obras paradas, alguns com mais de 11 obras estagnadas, por falta de pagamento do convênio, por parte do governo do estado.
Outros municípios não conseguem convênios em virtude da burocracia existente para formalização dos mesmos, onde são necessárias mais de 500 páginas de documentos para conseguir a verba conveniada.
Tantos documentos atrasam a aprovação do convênio e aumentam o custo do mesmo, uma vez que os prefeitos e suas equipes precisam se deslocar para sede do governo, na capital baiana, várias vezes para entregar toda papelada.
Pensando em mudar esta realidade a UPB formou um grupo de trabalho que elaborou uma proposta que reduz de 500 para 30 páginas de documentos a burocracia em torno dos convênios.
Contudo, a União dos Municípios da Bahia (UPB) constatou, em assemblea realizada com os prefeitos baianos, que praticamente 85% dos municípios possuem obras paradas, alguns com mais de 11 obras estagnadas, por falta de pagamento do convênio, por parte do governo do estado.
Outros municípios não conseguem convênios em virtude da burocracia existente para formalização dos mesmos, onde são necessárias mais de 500 páginas de documentos para conseguir a verba conveniada.
Tantos documentos atrasam a aprovação do convênio e aumentam o custo do mesmo, uma vez que os prefeitos e suas equipes precisam se deslocar para sede do governo, na capital baiana, várias vezes para entregar toda papelada.
Pensando em mudar esta realidade a UPB formou um grupo de trabalho que elaborou uma proposta que reduz de 500 para 30 páginas de documentos a burocracia em torno dos convênios.
Wagner destaca reforço na segurança com entrega de mais três bases comunitárias
A inauguração na manhã desta terça-feira (27) das três Bases Comunitárias de Segurança do Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, é destaque do programa de rádio do governador Jaques Wagner. As unidades beneficiarão 120 mil moradores do Nordeste, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas. “Tenho a certeza que nessa caminhada, nós vamos dar ao povo de Salvador e de toda a Bahia a tranquilidade e a paz que todos merecem”. No mesmo dia, à tarde, o governador participa de mais uma ação do programa Saúde em Movimento, em Santa Cruz Cabrália, no sul do estado.
Jaques Wagner também fala de outros investimentos realizados no interior do estado como a entrega, nesta segunda (26), de 686 unidades do programa Minha Casa Minha Vida, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, município também beneficiado com a inauguração de uma fábrica de fécula de mandioca.
No sábado (24), na região sisaleira, o governador inaugurou o Laboratório Municipal de Referência Regional (Lacen), em Serrinha, onde ainda entregou 326 unidades habitacionais, e do Mercado Municipal de Lamarão, reformado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder). Já as comunidades Traíra I e Traíra II receberam serviços do Água para Todos.
“Foi um final de semana também de muita alegria para mim, porque toda vez que a gente entrega obra e melhora a vida das pessoas, o governador fica bastante feliz”, disse Wagner. Ele também destaca os novos investimentos do Estado em segurança, com a inauguração das três bases comunitárias do Complexo do Nordeste de Amaralina.
O governador aproveita para falar do “resultado extremamente positivo” da primeira base, entregue aos moradores do Calabar e Alto das Pombas em abril deste ano. “A população está super satisfeita”, diz o Wagner, desejando sorte e sucesso aos 360 policiais que vão atuar no Complexo do Nordeste - com o apoio de 25 câmeras e uma central de monitoramento.
Durante o Conversa com o Governador Wagner agradece aos empresários aos parceiros na reforma ou na construção de prédios que vão abrigar as bases comunitárias.
Habitação - Wagner considera a entrega das unidades habitacionais em Vitória da Conquista como um “belo encontro, de muita emoção”. Ele diz que novos empreendimentos na área estão previstos, provavelmente para atender “outras mil famílias”, que têm renda familiar de até três salários mínimos.
Destaca ainda a inauguração, em Conquista, da fábrica de fécula, da Cooperativa dos Produtores de Mandioca, que beneficia 18 municípios e reúne 2.300 cooperados, aumentando seu rendimento – “uma melhoria de aproximadamente 60% de incremento no valor do que cada um recebe”.
Outro destaque do programa é a inauguração do Laboratório Municipal de Referência Regional, em Serrinha, que atenderá 600 mil pessoas em mais 20 municípios. “Vamos desafogar o Laboratório Central de Salvador com esse investimento de quase R$ 2 milhões”. Também foram entregues 326 habitações pelo programa Minha Casa, Minha Vida e a pavimentação da rodovia BA-409, no trecho até Valente (64 quilômetros), um investimento de R$ 7 milhões.
O programa é produzido pela Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom) e veiculado toda terça-feira, às 7h30, pela Rádio Educadora FM 107,5 MHz e reproduzido por vários veículos de comunicação, além de ficar disponível na página do Conversa e pelo telefone 0800-071-7328.
Saudações,
Edmundo Filho
Coord Rádio Agecom
71 3115-6455
Jaques Wagner também fala de outros investimentos realizados no interior do estado como a entrega, nesta segunda (26), de 686 unidades do programa Minha Casa Minha Vida, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, município também beneficiado com a inauguração de uma fábrica de fécula de mandioca.
No sábado (24), na região sisaleira, o governador inaugurou o Laboratório Municipal de Referência Regional (Lacen), em Serrinha, onde ainda entregou 326 unidades habitacionais, e do Mercado Municipal de Lamarão, reformado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder). Já as comunidades Traíra I e Traíra II receberam serviços do Água para Todos.
“Foi um final de semana também de muita alegria para mim, porque toda vez que a gente entrega obra e melhora a vida das pessoas, o governador fica bastante feliz”, disse Wagner. Ele também destaca os novos investimentos do Estado em segurança, com a inauguração das três bases comunitárias do Complexo do Nordeste de Amaralina.
O governador aproveita para falar do “resultado extremamente positivo” da primeira base, entregue aos moradores do Calabar e Alto das Pombas em abril deste ano. “A população está super satisfeita”, diz o Wagner, desejando sorte e sucesso aos 360 policiais que vão atuar no Complexo do Nordeste - com o apoio de 25 câmeras e uma central de monitoramento.
Durante o Conversa com o Governador Wagner agradece aos empresários aos parceiros na reforma ou na construção de prédios que vão abrigar as bases comunitárias.
Habitação - Wagner considera a entrega das unidades habitacionais em Vitória da Conquista como um “belo encontro, de muita emoção”. Ele diz que novos empreendimentos na área estão previstos, provavelmente para atender “outras mil famílias”, que têm renda familiar de até três salários mínimos.
Destaca ainda a inauguração, em Conquista, da fábrica de fécula, da Cooperativa dos Produtores de Mandioca, que beneficia 18 municípios e reúne 2.300 cooperados, aumentando seu rendimento – “uma melhoria de aproximadamente 60% de incremento no valor do que cada um recebe”.
Outro destaque do programa é a inauguração do Laboratório Municipal de Referência Regional, em Serrinha, que atenderá 600 mil pessoas em mais 20 municípios. “Vamos desafogar o Laboratório Central de Salvador com esse investimento de quase R$ 2 milhões”. Também foram entregues 326 habitações pelo programa Minha Casa, Minha Vida e a pavimentação da rodovia BA-409, no trecho até Valente (64 quilômetros), um investimento de R$ 7 milhões.
O programa é produzido pela Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom) e veiculado toda terça-feira, às 7h30, pela Rádio Educadora FM 107,5 MHz e reproduzido por vários veículos de comunicação, além de ficar disponível na página do Conversa e pelo telefone 0800-071-7328.
Saudações,
Edmundo Filho
Coord Rádio Agecom
71 3115-6455
Carlos Martins tem nome confirmado para a disputa
Romulo Faro
O diretório do PT de Candeias se reuniu ontem e decidiu lançar o secretário estadual da Fazenda (Sefaz), Carlos Martins, como pré-candidato em 2012.
Ao contrário do que vem acontecendo em outros municípios, o partido conseguiu equacionar as articulações internas com antecedência do pleito. Martins desbancou os nomes de Raimundo Loteba (atual vice-prefeito da cidade), do sindicalista Robson Santana, da vereadora Marivalda Silva e de “Professor Gualberto”.
Natural de Passé, distrito de Candeias, o petista é bem quisto na cidade, sobretudo, por comandar uma das principais pastas do governo do estado nas duas gestões de Jaques Wagner (PT).
Martins disse também que ainda é cedo para falar em estratégia de campanha, mas admitiu que seu grupo político já vai começar as articulações em busca do apoio necessário. O secretário garantiu sua permanência à frente da Sefaz até o limite estabelecido pela lei eleitoral, que é de seis meses antes das eleições.
O diretório do PT de Candeias se reuniu ontem e decidiu lançar o secretário estadual da Fazenda (Sefaz), Carlos Martins, como pré-candidato em 2012.
Ao contrário do que vem acontecendo em outros municípios, o partido conseguiu equacionar as articulações internas com antecedência do pleito. Martins desbancou os nomes de Raimundo Loteba (atual vice-prefeito da cidade), do sindicalista Robson Santana, da vereadora Marivalda Silva e de “Professor Gualberto”.
Natural de Passé, distrito de Candeias, o petista é bem quisto na cidade, sobretudo, por comandar uma das principais pastas do governo do estado nas duas gestões de Jaques Wagner (PT).
Martins disse também que ainda é cedo para falar em estratégia de campanha, mas admitiu que seu grupo político já vai começar as articulações em busca do apoio necessário. O secretário garantiu sua permanência à frente da Sefaz até o limite estabelecido pela lei eleitoral, que é de seis meses antes das eleições.
E as conferências do meio ambiente onde ficam?
Já faz mais de três anos que tivemos a ultima Conferência do Meio Ambiente. Assuntos de grande relevância e de suma importância, deveriam ser decididos e tratados nas plenárias das conferências, que não que não aconteceram. Isto nos preocupa muito, não só com a falta das discussões que envolve o evento, assim como a tomada de decisões e importância, assim também com a devida urgência que deveriam ser tratados, tais ações e assuntos pertinentes, como também as resoluções.
A mudança do Código Florestal e a construção da hidrelétrica de Volta Grande do Xingu, são exemplos claros e de fundamental importância de decisões que foram tomadas, estas, careciam de grande discussões por parte da sociedade civil organizada e esta ultima da importância da presença das comunidades indígenas e suas representações, assim como também da representação das comunidades envolvidas e da presença do ministério público, FUNAI e demais órgãos, como manda uma democracia.
Acontece que assuntos tão polêmico como estes, que são cercados de grandes preocupações não só em torno do assunto em si, como também a ausência da parte interessada, o povo indígena , das diversas etnias envolvidas que foram completamente ignorados e das decisões que foram tomadas de maneira duvidosa, principalmente com os licenciamentos ambientais promovidos pelos mesmos construtores e interessados no evento. Grande expectativas e medo em torno das decisões estão preocupando todo o povo do Xingu, por se tratar de assunto tão polêmico e a forma como estão sendo tratados pelo Governo Federal e da forma como estão sendo planejadas. Volta grande do Xingu, é um assunto bastante polêmico e o impacto na região preocupa, assim como também varias outras hidrelétricas em toda a região amazônica, construções de ferrovias, que atravessam o país de ponta a ponta, usinas nucleares e termoelétricas e muitas outras obras de grande impacto ambiental estão sendo concedidos os licenciamentos sem fundamento cientifico e acompanhamento de estudo ambiental adequado. A sociedade não estão sendo ouvida como deveria, enquanto isto decisões contraditórias vem sendo tomada. Estamos bem próximo do evento da Rio + 20 em 2012, que envolve a participação da comunidade internacional para podermos participar apresentar e metas em um documento de adequação ambiental para os próximos anos, nada foi feito, para que de alguma forma possamos rever nossas avaliações e possíveis reajustes no termo de conduta ambiental para ser apresentado na organização deste evento que iria muito nos ajudar na Conferência, que deverá estabelecer a nova agenda internacional para o desenvolvimento sustentável para os próximos anos. Para que o Brasil exerça a liderança desse processo, deverá apresentar propostas para uma agenda de vanguarda, que eleve os níveis de ambição dos atuais debates. Qual seria a contribuição do Brasil nesse contexto?
Atenciosamente.
Antonio Lourenço de Andrade Filho
Ambientalista
Calendário Anterior
III Conferência Nacional do Meio Ambiente fala sobre clima
Após discussões locais, sociedade civil, governo e empresas debatem medidas a serem implantadas no Brasil para ajudar a conter as mudanças climáticas, em conferência nacional, de 7 a 10 de maio
- A A +
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 06/05/2008
No dia 7 de maio, às 19 horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, anunciam a abertura da III Conferência Nacional do Meio Ambiente, que vai até o próximo dia 10.
Este ano, o evento discute as mudanças climáticas. Além do Ministério do Meio Ambiente, outras 44 entidades que representam a sociedade civil, delegados de todos os estados brasileiros e convidados de 40 países - num total de duas mil pessoas - participam da conferência.
A intenção é que as iniciativas e soluções propostas durante os quatro dias sejam encaminhadas aoComitê Interministerial de Mudança do Clima e ajudem a compor política e plano nacionais referentes ao assunto.
De novembro de 2007 a abril deste ano, foram realizadas 566 conferências municipais, 153 regionais, 26 estaduais e uma distrital com o objetivo de estimular o debate, que alcançou por volta de 100 mil pessoas. Temas como aquecimento global, exploração das florestas, preservação da biodiversidade, agropecuária, energia, destinação de resíduos, transporte, saúde, recursos hídricos, assentamentos e desenvolvimento tecnológico estiveram em pauta nesses encontros.
Durante os eventos, cerca de mil delegados foram eleitos para levar as discussões à conferência nacional, sendo: 20% provenientes do governo, 30% do setor empresarial e 50% da sociedade civil - com 5% de comunidades tradicionais e 5% de indígenas.
Segundo a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, das deliberações da II Conferência Nacional, realizada em 2005, 85% foram cumpridas ou já estão em andamento (confira no site do MMA).
III Conferência Nacional do Meio Ambiente
7 a 10 de maio
Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília
A mudança do Código Florestal e a construção da hidrelétrica de Volta Grande do Xingu, são exemplos claros e de fundamental importância de decisões que foram tomadas, estas, careciam de grande discussões por parte da sociedade civil organizada e esta ultima da importância da presença das comunidades indígenas e suas representações, assim como também da representação das comunidades envolvidas e da presença do ministério público, FUNAI e demais órgãos, como manda uma democracia.
Acontece que assuntos tão polêmico como estes, que são cercados de grandes preocupações não só em torno do assunto em si, como também a ausência da parte interessada, o povo indígena , das diversas etnias envolvidas que foram completamente ignorados e das decisões que foram tomadas de maneira duvidosa, principalmente com os licenciamentos ambientais promovidos pelos mesmos construtores e interessados no evento. Grande expectativas e medo em torno das decisões estão preocupando todo o povo do Xingu, por se tratar de assunto tão polêmico e a forma como estão sendo tratados pelo Governo Federal e da forma como estão sendo planejadas. Volta grande do Xingu, é um assunto bastante polêmico e o impacto na região preocupa, assim como também varias outras hidrelétricas em toda a região amazônica, construções de ferrovias, que atravessam o país de ponta a ponta, usinas nucleares e termoelétricas e muitas outras obras de grande impacto ambiental estão sendo concedidos os licenciamentos sem fundamento cientifico e acompanhamento de estudo ambiental adequado. A sociedade não estão sendo ouvida como deveria, enquanto isto decisões contraditórias vem sendo tomada. Estamos bem próximo do evento da Rio + 20 em 2012, que envolve a participação da comunidade internacional para podermos participar apresentar e metas em um documento de adequação ambiental para os próximos anos, nada foi feito, para que de alguma forma possamos rever nossas avaliações e possíveis reajustes no termo de conduta ambiental para ser apresentado na organização deste evento que iria muito nos ajudar na Conferência, que deverá estabelecer a nova agenda internacional para o desenvolvimento sustentável para os próximos anos. Para que o Brasil exerça a liderança desse processo, deverá apresentar propostas para uma agenda de vanguarda, que eleve os níveis de ambição dos atuais debates. Qual seria a contribuição do Brasil nesse contexto?
Atenciosamente.
Antonio Lourenço de Andrade Filho
Ambientalista
Calendário Anterior
III Conferência Nacional do Meio Ambiente fala sobre clima
Após discussões locais, sociedade civil, governo e empresas debatem medidas a serem implantadas no Brasil para ajudar a conter as mudanças climáticas, em conferência nacional, de 7 a 10 de maio
- A A +
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 06/05/2008
No dia 7 de maio, às 19 horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, anunciam a abertura da III Conferência Nacional do Meio Ambiente, que vai até o próximo dia 10.
Este ano, o evento discute as mudanças climáticas. Além do Ministério do Meio Ambiente, outras 44 entidades que representam a sociedade civil, delegados de todos os estados brasileiros e convidados de 40 países - num total de duas mil pessoas - participam da conferência.
A intenção é que as iniciativas e soluções propostas durante os quatro dias sejam encaminhadas aoComitê Interministerial de Mudança do Clima e ajudem a compor política e plano nacionais referentes ao assunto.
De novembro de 2007 a abril deste ano, foram realizadas 566 conferências municipais, 153 regionais, 26 estaduais e uma distrital com o objetivo de estimular o debate, que alcançou por volta de 100 mil pessoas. Temas como aquecimento global, exploração das florestas, preservação da biodiversidade, agropecuária, energia, destinação de resíduos, transporte, saúde, recursos hídricos, assentamentos e desenvolvimento tecnológico estiveram em pauta nesses encontros.
Durante os eventos, cerca de mil delegados foram eleitos para levar as discussões à conferência nacional, sendo: 20% provenientes do governo, 30% do setor empresarial e 50% da sociedade civil - com 5% de comunidades tradicionais e 5% de indígenas.
Segundo a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, das deliberações da II Conferência Nacional, realizada em 2005, 85% foram cumpridas ou já estão em andamento (confira no site do MMA).
III Conferência Nacional do Meio Ambiente
7 a 10 de maio
Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília
Partido já comemora filiações
De olho no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , os petistas também têm priorizado a análise dos pedidos de filiações que se encerram no dia 07 de outubro e colocam como meta o crescimento no interior.
Segundo revelou o dirigente do partido, Jonas Paulo, antes mesmo de esse prazo findar, a sigla irá concluir “o processo com um número superior de prefeituras e se fortalece com lideranças competitivas que são pole position no processo de sucessão nas suas cidades”.
Em clima de entusiasmo, , Jonas Paulo enalteceu o fato de diversas lideranças peemedebistas com e sem mandato terem buscado o partido e aproveita para disparar contra a oposição.
“O nosso progresso tem deixado a liderança oposicionista insatisfeita. Por coerência, buscam filiação no PT, para não consternar o projeto conservador demo-tucano”, afirmou.
Ingressaram na legenda nos últimos dias, conforme ele fez questão de destacar, o ex- vice-governador, Edmundo Pereira e a ex-deputada Marizete Pereira, ambos do PMDB, a pré-candidata a prefeita de Araçás, Maria das Graças, mais conhecida como Gracinha, o prefeito Nildon da Silva, do município de Ouriçangas, o prefeito de Irará, Derivaldo Pinto, o ex-prefeito de Caldeirão Grande, João Gama Neto (Netinho).
“Todas as filiações passaram pelo crivo das instâncias municipais. O que significa uma unidade política do PT da base ao topo. Sempre foi no diálogo que nós resolvemos nossas diferenças e posso adiantar que ainda há alguns pedidos de filiações em processo de aprovação”, afirmou Jonas Paulo, enfatizando ainda que “pouco a pouco o Partido dos Trabalhadores arruma o time para 2012”.
Segundo ele, a meta será a de formar uma ampla frente partidária nas 30 maiores cidades baianas.
Segundo revelou o dirigente do partido, Jonas Paulo, antes mesmo de esse prazo findar, a sigla irá concluir “o processo com um número superior de prefeituras e se fortalece com lideranças competitivas que são pole position no processo de sucessão nas suas cidades”.
Em clima de entusiasmo, , Jonas Paulo enalteceu o fato de diversas lideranças peemedebistas com e sem mandato terem buscado o partido e aproveita para disparar contra a oposição.
“O nosso progresso tem deixado a liderança oposicionista insatisfeita. Por coerência, buscam filiação no PT, para não consternar o projeto conservador demo-tucano”, afirmou.
Ingressaram na legenda nos últimos dias, conforme ele fez questão de destacar, o ex- vice-governador, Edmundo Pereira e a ex-deputada Marizete Pereira, ambos do PMDB, a pré-candidata a prefeita de Araçás, Maria das Graças, mais conhecida como Gracinha, o prefeito Nildon da Silva, do município de Ouriçangas, o prefeito de Irará, Derivaldo Pinto, o ex-prefeito de Caldeirão Grande, João Gama Neto (Netinho).
“Todas as filiações passaram pelo crivo das instâncias municipais. O que significa uma unidade política do PT da base ao topo. Sempre foi no diálogo que nós resolvemos nossas diferenças e posso adiantar que ainda há alguns pedidos de filiações em processo de aprovação”, afirmou Jonas Paulo, enfatizando ainda que “pouco a pouco o Partido dos Trabalhadores arruma o time para 2012”.
Segundo ele, a meta será a de formar uma ampla frente partidária nas 30 maiores cidades baianas.
Galo pede unidades de pronto atendimento em 5 municípios
"As Unidades de Pronto Atendimento – UPA 24h são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares e que, em conjunto com estas, compõem uma rede organizada de atenção às urgências. São integrantes do componente pré-hospitalar fixo e devem ser implantadas em locais/unidades estratégicos para a configuração das redes de atenção à urgência, com acolhimento e classificação de risco em todas as unidades, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências."
Ministério da Justiça estuda implantação de delegacia da PF em Feira de Santana
Uma reunião em Brasília, realizada na última quarta-feira, 21 de setembro, no Ministério da Justiça, discutiu a implantação de uma delegacia da Polícia Federal no município de Feira de Santana. Os estudos foram encaminhados pelo deputado estadual do Partido dos Trabalhadores, Marcelino Galo, que é o propositor da indicação na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
PT tenta fortalecer Pelegrino para 2012
Lílian Mmachado e Raul Monteiro
O jogo eleitoral de 2012 já começou para o Partido dos Trabalhadores, que demonstrou ontem, pela primeira vez, estar unido internamente em torno de apenas um nome para a corrida municipal do próximo ano.
Lideranças do partido no Estado e representantes das bancadas petistas em âmbito municipal, estadual e federal se reuniram em um almoço no restaurante Barbacoa, em Salvador, para manifestar, de forma clara, o apoio à pré-candidatura do deputado federal Nelson Pelegrino à Prefeitura de Salvador.
Amarrados na ideia da postulação de Pelegrino, que já disputou por três vezes a cadeira do Palácio Thomé de Souza, a estratégia dos petistas agora será a de convencer os partidos da base com nomes já postos, em torno dessa mesma meta. Além da capital baiana, a sigla também pretende avançar eleitoralmente nas outras 30 principais cidades.
“Nosso objetivo é o de buscar a unidade, respeitando os nossos aliados, sem arrogância e com humildade e montando uma coligação forte para fazer a nossa vitória no primeiro turno”, afirmou o presidente do partido, Jonas Paulo, em conversa com a Tribuna.
Segundo ele, o PT sabe da importância que tem a candidatura do partido em Salvador e a necessidade de que se aglutinem todas as forças em torno disso.
“O que temos é uma candidatura que se fortalece e que por si só se credencia a sentar-se na mesa com os aliados”, enfatizou.
Durante o evento, para não deixar dúvidas de que Walter Pinheiro deixou de ser uma sombra para os planos de Pelegrino de concorrer à Prefeitura, o deputado federal Josias Gomes fez questão de interromper o pré-candidato, em pleno discurso, para fazê-lo conversar com o senador ao celular.
Confirmando o que o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, havia dito na abertura do evento, Pinheiro pediu desculpas pela ausência, por estar preso na Paraíba numa audiência pública do PPA. “Traga recursos pra gente, porque vamos precisar”, disse Pelegrino ao celular, com a boca no microfone.
Num dos discursos mais contundentes do evento, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, que também preside a União dos Municípios da Bahia (UPB), disse que a campanha pela Prefeitura de Salvador no ano que vem não pode ser para marcar posição, mas para ganhar e construir o melhor governo da história da capital baiana.
Caetano não perdeu a oportunidade de mandar um recado aos petistas, especialmente aqueles que se encontram hoje encastelados no governo Jaques Wagner. “Quem está no governo não pode vacilar no sentido de eleger Pelegrino”, declarou.
Com o apoio manifestado por nomes de peso do partido, o deputado Nelson Pelegrino fez questão de frisar que a sigla hoje considera a eleição de Salvador uma prioridade. “O PT está construindo o seu gesto de unidade coletiva. Assim como todo mundo apresentou sua pré-candidatura, nós apresentamos a nossa”, disse.
O jogo eleitoral de 2012 já começou para o Partido dos Trabalhadores, que demonstrou ontem, pela primeira vez, estar unido internamente em torno de apenas um nome para a corrida municipal do próximo ano.
Lideranças do partido no Estado e representantes das bancadas petistas em âmbito municipal, estadual e federal se reuniram em um almoço no restaurante Barbacoa, em Salvador, para manifestar, de forma clara, o apoio à pré-candidatura do deputado federal Nelson Pelegrino à Prefeitura de Salvador.
Amarrados na ideia da postulação de Pelegrino, que já disputou por três vezes a cadeira do Palácio Thomé de Souza, a estratégia dos petistas agora será a de convencer os partidos da base com nomes já postos, em torno dessa mesma meta. Além da capital baiana, a sigla também pretende avançar eleitoralmente nas outras 30 principais cidades.
“Nosso objetivo é o de buscar a unidade, respeitando os nossos aliados, sem arrogância e com humildade e montando uma coligação forte para fazer a nossa vitória no primeiro turno”, afirmou o presidente do partido, Jonas Paulo, em conversa com a Tribuna.
Segundo ele, o PT sabe da importância que tem a candidatura do partido em Salvador e a necessidade de que se aglutinem todas as forças em torno disso.
“O que temos é uma candidatura que se fortalece e que por si só se credencia a sentar-se na mesa com os aliados”, enfatizou.
Durante o evento, para não deixar dúvidas de que Walter Pinheiro deixou de ser uma sombra para os planos de Pelegrino de concorrer à Prefeitura, o deputado federal Josias Gomes fez questão de interromper o pré-candidato, em pleno discurso, para fazê-lo conversar com o senador ao celular.
Confirmando o que o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, havia dito na abertura do evento, Pinheiro pediu desculpas pela ausência, por estar preso na Paraíba numa audiência pública do PPA. “Traga recursos pra gente, porque vamos precisar”, disse Pelegrino ao celular, com a boca no microfone.
Num dos discursos mais contundentes do evento, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, que também preside a União dos Municípios da Bahia (UPB), disse que a campanha pela Prefeitura de Salvador no ano que vem não pode ser para marcar posição, mas para ganhar e construir o melhor governo da história da capital baiana.
Caetano não perdeu a oportunidade de mandar um recado aos petistas, especialmente aqueles que se encontram hoje encastelados no governo Jaques Wagner. “Quem está no governo não pode vacilar no sentido de eleger Pelegrino”, declarou.
Com o apoio manifestado por nomes de peso do partido, o deputado Nelson Pelegrino fez questão de frisar que a sigla hoje considera a eleição de Salvador uma prioridade. “O PT está construindo o seu gesto de unidade coletiva. Assim como todo mundo apresentou sua pré-candidatura, nós apresentamos a nossa”, disse.
Lula recebe título de doutor honoris causa pela sétima vez nesta terça
Uol
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornará nesta terça-feira (27), às 13h30 (horário de Brasília), o primeiro latinoamericano a receber o título de doutor "honoris causa" pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.
O instituto, conhecido como "Sciences Po", foi fundado em 1871 e premiou apenas 16 personalidades desde então. A homenagem será entregue na capital francesa. Desde que deixou a Presidência da República, Lula já recebeu, de outras instituições, seis vezes o título.
Nesta segunda-feira (26), Lula foi recebido com honras de chefe de Estado pela guarda republicana francesa. O presidente do país, Nicolas Sarkozy, o recebeu na porta do palácio do Eliseu.
"Durante seu mandato, Lula iniciou vários programas sociais inovadores, promoveu o desenvolvimento econômico de seu país e deu ao Brasil um papel expressivo no cenário internacional", destacou o "Sciences Po" em comunicado.
O encarregado de fazer o discurso de nomeação do ex-presidente brasileiro será Jean-Claude Casanova, que além de ser membro do "Scienses Po", dirige a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França.
Lula considerou que "esta recompensa, mais do que um sinal de reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que durante os últimos oito anos fez de forma pacífica e democrática uma verdadeira revolução econômica e social".
Em Salvador, onde o ex-presidente foi homenageado na semana passada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a chegada de Lula foi tumultuada com protestos de cerca de cem estudantes ligados ao Diretório Central da UFBA. Eles cobravam que o montante a ser obrigatoriamente investido em educação no país deveria subir para 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
*Com informações da agência EFE
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornará nesta terça-feira (27), às 13h30 (horário de Brasília), o primeiro latinoamericano a receber o título de doutor "honoris causa" pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.
O instituto, conhecido como "Sciences Po", foi fundado em 1871 e premiou apenas 16 personalidades desde então. A homenagem será entregue na capital francesa. Desde que deixou a Presidência da República, Lula já recebeu, de outras instituições, seis vezes o título.
Nesta segunda-feira (26), Lula foi recebido com honras de chefe de Estado pela guarda republicana francesa. O presidente do país, Nicolas Sarkozy, o recebeu na porta do palácio do Eliseu.
"Durante seu mandato, Lula iniciou vários programas sociais inovadores, promoveu o desenvolvimento econômico de seu país e deu ao Brasil um papel expressivo no cenário internacional", destacou o "Sciences Po" em comunicado.
O encarregado de fazer o discurso de nomeação do ex-presidente brasileiro será Jean-Claude Casanova, que além de ser membro do "Scienses Po", dirige a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França.
Lula considerou que "esta recompensa, mais do que um sinal de reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que durante os últimos oito anos fez de forma pacífica e democrática uma verdadeira revolução econômica e social".
Em Salvador, onde o ex-presidente foi homenageado na semana passada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a chegada de Lula foi tumultuada com protestos de cerca de cem estudantes ligados ao Diretório Central da UFBA. Eles cobravam que o montante a ser obrigatoriamente investido em educação no país deveria subir para 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
*Com informações da agência EFE
E o dólar sobe
Economia e Infra-Estrutura
Paulo Passarinho
Qui, 22 de Setembro de 2011 16:34
Paulo Passarinho
E agora o dólar sobe. Nesta quinta-feira em que escrevo, dia 22 de setembro, o dólar já andou cotado em R$ 1,96. Agora, depois de intervenções do Banco Central, vendendo dólares no mercado futuro de câmbio, algo que não ocorria desde 2009, a moeda americana está cotada em R$ 1,89, apresentando a 16ª alta nos últimos 17 pregões. Com isso, apenas no mês de setembro, o real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo em relação ao dólar.
O movimento de cotação de nossa moeda não foi singular. Com a piora do quadro europeu e o aumento da percepção de risco nos mercados financeiros, novamente o dólar passa a ser a opção preferencial dos especuladores, para procurar proteger as suas posições. O que chama atenção é que no primeiro semestre, quando havia uma clara tendência de desvalorização da moeda americana em relação a todas as demais moedas, era o mesmo "real" a moeda que mais se valorizava no mundo em relação ao dólar. Em julho, por exemplo, a moeda americana chegou a ser cotada em R$ 1,53, seu menor valor desde 1999. Esse processo mostra muito bem como nos encontramos absolutamente reféns do movimento especulativo internacional, na fixação do valor do câmbio.
Câmbio, juros, salários são preços fundamentais para a definição, com um mínimo de previsibilidade, de qualquer estratégia de política econômica – para os Estados nacionais que se pretendam soberanos – ou de atuação empresarial, para os grupos privados. Com a taxa real de juros mais elevada do mundo, com uma moeda nacional equivalente a uma ficha de cassino ao sabor da especulação internacional, e com uma política fiscal que prioriza o pagamento de despesas financeiras - provocadas por uma política monetária controlada pelo setor bancário - não há cálculo econômico privado ou planejamento estatal que resista. É por essa razão que – até mesmo nas mamatas representadas pelas privatizações – o capital privado somente mostra maior interesse em investir, caso isenções fiscais e financiamento público generosos estejam à mesa.
Muitos poderão ponderar que a recente redução da taxa Selic, em meio ponto percentual, bem como medidas de tributação no mercado de câmbio começam a surtir o desejado objetivo do governo em deter o processo de valorização do real frente ao dólar. Pouco provável. O que mais vem influenciando esse recente processo de rápida desvalorização do real é o cenário externo e a posição dos especuladores e empresas estrangeiras no país frente a esse quadro.
Um bom indicador dessa hipótese é o movimento representado pela remessa de lucros e dividendos para o exterior. Nos últimos doze meses terminados em julho, essas remessas atingiram o montante de US$ 34,2 bilhões. Esse valor somente é inferior – para o resultado acumulado de doze meses – ao registrado em setembro de 2008 (US$ 34,95 bilhões), no auge da crise americana daquele ano. Com o agravamento da crise européia, é provável que em agosto e neste setembro a pressão sobre o mercado de câmbio apenas tenha se acentuado, com o aumento das remessas de filiais aqui instaladas para as suas matrizes. É importante notar que o Brasil hoje abriga vultosos negócios de empresas de Portugal, da Espanha e da Itália, justamente países que se encontram no olho do tsunami europeu. Naturalmente, as filiais aqui instaladas desses grupos estrangeiros são orientadas a antecipar o envio de lucros para as suas matrizes, com o objetivo de melhorarem os seus resultados financeiros, procurando também se beneficiarem da baixa cotação do dólar em reais, ao menos enquanto há tempo. Nas remessas classificadas como decorrentes de investimento direto no país, apenas nesse ano, 2/3 das mesmas se dirigiram para a Europa, e no total acumulado nos últimos doze meses encerrados em julho, levando-se em conta o total de recursos remetidos ao exterior sob a forma de lucros e dividendos, os principais destinos foram os Países Baixos, a Espanha e os Estados Unidos.
Essa forte pressão das remessas de lucros tem deteriorado significativamente a conta de serviços do balanço de pagamentos. No mês de julho, o déficit anual acumulado nessa conta chegou a US$ 45 bilhões. Com esse resultado e com o saldo positivo da balança comercial nesse ano, acumulado até o mesmo mês de julho em US$ 16,1 bilhões, o déficit das transações correntes chega a US$ 28,9 bilhões. Mais uma vez, frente a esse quadro, o governo aposta em mais investimentos diretos estrangeiros no país para fecharmos nossas contas externas. Esses mesmos investimentos que irão continuar a elevar a despesa com o pagamento das remessas de lucros e dividendos e, pior, manter a trajetória da desnacionalização de inúmeros setores da economia brasileira.
Com o agravamento da crise internacional, portanto, um conjunto de fragilidades que hoje caracterizam a economia brasileira tenderá a se agravar. Dependendo cada vez mais da importação de peças e componentes variados para a "nossa" produção industrial, a desvalorização do real, atualmente em curso, por exemplo, também poderá implicar algum efeito inflacionário nos preços internos. Frente a um quadro dessa natureza, não há dúvidas: o Banco Central voltará a bater na tecla do samba de uma nota só e retomará a política preferencial de elevação da taxa básica de juros.
Nesse aspecto, talvez, a única esperança resida – por ironia – nas expectativas do próprio mercado financeiro, que ainda aposta, conforme pesquisa realizada pelo próprio Banco Central, em uma taxa de câmbio, para o final do ano, em R$ 1,65.
22/09/2011
Paulo Passarinho é economista
Paulo Passarinho
Qui, 22 de Setembro de 2011 16:34
Paulo Passarinho
E agora o dólar sobe. Nesta quinta-feira em que escrevo, dia 22 de setembro, o dólar já andou cotado em R$ 1,96. Agora, depois de intervenções do Banco Central, vendendo dólares no mercado futuro de câmbio, algo que não ocorria desde 2009, a moeda americana está cotada em R$ 1,89, apresentando a 16ª alta nos últimos 17 pregões. Com isso, apenas no mês de setembro, o real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo em relação ao dólar.
O movimento de cotação de nossa moeda não foi singular. Com a piora do quadro europeu e o aumento da percepção de risco nos mercados financeiros, novamente o dólar passa a ser a opção preferencial dos especuladores, para procurar proteger as suas posições. O que chama atenção é que no primeiro semestre, quando havia uma clara tendência de desvalorização da moeda americana em relação a todas as demais moedas, era o mesmo "real" a moeda que mais se valorizava no mundo em relação ao dólar. Em julho, por exemplo, a moeda americana chegou a ser cotada em R$ 1,53, seu menor valor desde 1999. Esse processo mostra muito bem como nos encontramos absolutamente reféns do movimento especulativo internacional, na fixação do valor do câmbio.
Câmbio, juros, salários são preços fundamentais para a definição, com um mínimo de previsibilidade, de qualquer estratégia de política econômica – para os Estados nacionais que se pretendam soberanos – ou de atuação empresarial, para os grupos privados. Com a taxa real de juros mais elevada do mundo, com uma moeda nacional equivalente a uma ficha de cassino ao sabor da especulação internacional, e com uma política fiscal que prioriza o pagamento de despesas financeiras - provocadas por uma política monetária controlada pelo setor bancário - não há cálculo econômico privado ou planejamento estatal que resista. É por essa razão que – até mesmo nas mamatas representadas pelas privatizações – o capital privado somente mostra maior interesse em investir, caso isenções fiscais e financiamento público generosos estejam à mesa.
Muitos poderão ponderar que a recente redução da taxa Selic, em meio ponto percentual, bem como medidas de tributação no mercado de câmbio começam a surtir o desejado objetivo do governo em deter o processo de valorização do real frente ao dólar. Pouco provável. O que mais vem influenciando esse recente processo de rápida desvalorização do real é o cenário externo e a posição dos especuladores e empresas estrangeiras no país frente a esse quadro.
Um bom indicador dessa hipótese é o movimento representado pela remessa de lucros e dividendos para o exterior. Nos últimos doze meses terminados em julho, essas remessas atingiram o montante de US$ 34,2 bilhões. Esse valor somente é inferior – para o resultado acumulado de doze meses – ao registrado em setembro de 2008 (US$ 34,95 bilhões), no auge da crise americana daquele ano. Com o agravamento da crise européia, é provável que em agosto e neste setembro a pressão sobre o mercado de câmbio apenas tenha se acentuado, com o aumento das remessas de filiais aqui instaladas para as suas matrizes. É importante notar que o Brasil hoje abriga vultosos negócios de empresas de Portugal, da Espanha e da Itália, justamente países que se encontram no olho do tsunami europeu. Naturalmente, as filiais aqui instaladas desses grupos estrangeiros são orientadas a antecipar o envio de lucros para as suas matrizes, com o objetivo de melhorarem os seus resultados financeiros, procurando também se beneficiarem da baixa cotação do dólar em reais, ao menos enquanto há tempo. Nas remessas classificadas como decorrentes de investimento direto no país, apenas nesse ano, 2/3 das mesmas se dirigiram para a Europa, e no total acumulado nos últimos doze meses encerrados em julho, levando-se em conta o total de recursos remetidos ao exterior sob a forma de lucros e dividendos, os principais destinos foram os Países Baixos, a Espanha e os Estados Unidos.
Essa forte pressão das remessas de lucros tem deteriorado significativamente a conta de serviços do balanço de pagamentos. No mês de julho, o déficit anual acumulado nessa conta chegou a US$ 45 bilhões. Com esse resultado e com o saldo positivo da balança comercial nesse ano, acumulado até o mesmo mês de julho em US$ 16,1 bilhões, o déficit das transações correntes chega a US$ 28,9 bilhões. Mais uma vez, frente a esse quadro, o governo aposta em mais investimentos diretos estrangeiros no país para fecharmos nossas contas externas. Esses mesmos investimentos que irão continuar a elevar a despesa com o pagamento das remessas de lucros e dividendos e, pior, manter a trajetória da desnacionalização de inúmeros setores da economia brasileira.
Com o agravamento da crise internacional, portanto, um conjunto de fragilidades que hoje caracterizam a economia brasileira tenderá a se agravar. Dependendo cada vez mais da importação de peças e componentes variados para a "nossa" produção industrial, a desvalorização do real, atualmente em curso, por exemplo, também poderá implicar algum efeito inflacionário nos preços internos. Frente a um quadro dessa natureza, não há dúvidas: o Banco Central voltará a bater na tecla do samba de uma nota só e retomará a política preferencial de elevação da taxa básica de juros.
Nesse aspecto, talvez, a única esperança resida – por ironia – nas expectativas do próprio mercado financeiro, que ainda aposta, conforme pesquisa realizada pelo próprio Banco Central, em uma taxa de câmbio, para o final do ano, em R$ 1,65.
22/09/2011
Paulo Passarinho é economista
O nó górdio da corrupção sistêmica
Política
Leo Lince
Qui, 22 de Setembro de 2011 13:04
Léo LinceEstá mais do que provado, até as pedras da rua sabem. No cortejo interminável dos escândalos, basta puxar o fio da meada nos casos mais emblemáticos. Pasta rosa do ACM, PC Farias do Collor, privataria tucana "no limite da irresponsabilidade", mesa da Lunos do Sarney, arca do Delúbio lulopetista, bezerro de ouro Arruda/Roriz, em todos, e tantos outros, o caroço do novelo será sempre o mesmo. O formato atual de financiamento privado de campanha eleitoral é fator incontrolável de corrupção.
A cada nova eleição, a metástase se alastra. Os vitoriosos para a chefia dos executivos (presidente, governadores, prefeitos) serão sempre os que mais gastarem nas campanhas. Em segundo lugar, estarão os segundos também em gastos. Uma exceção ou outra, aqui ou acolá, confirma a regra geral. O peso do poder econômico no resultado eleitoral se tornou ostensivo e despudorado.
Nos legislativos, a mesma história. Reduziu-se o espaço dos candidatos de opinião, sejam eles de esquerda, centro ou direita. Usassem macacões como pilotos de corrida, os parlamentares ostentariam na roupa as logomarcas dos patrocinadores: planos de saúde, educação privada, armas, tabaco, transgênicos, agronegócio, uma lista sem fim. Ao invés de valores ideológicos e programas partidários, o ordenamento da representação se faz pelo interesse puro das grandes corporações, como no ideário fascista de Mussolini.
As campanhas eleitorais no Brasil estão entre as mais caras do mundo. Além de caras, se organizam de tal forma que torna impossível a fiscalização efetiva. São pouquíssimos os países que permitem ao candidato arrecadar e gastar fundos de campanha, tarefa que deveria ser de responsabilidade exclusiva das organizações partidárias.
A ferocidade da competição entre milhares de candidaturas individuais criam um quadro caótico. A justiça eleitoral só acompanha e mal fiscaliza os gastos declarados pelos próprios candidatos. Os "recursos não contabilizados", mistério profundo, só se revelam, em parte, na explosão dos "malfeitos". Se a "malfeitoria" for bem feita, ninguém se ocupará em destrinchá-la.
Outra particularidade brasileira: o peso desmedido das fontes empresariais no financiamento de campanha. A contribuição cidadã, de pessoas físicas, é diminuta. Além de pouco expressiva, quase residual, ela perde legitimidade ao fornecer terreno aos laranjais. Exemplo? Luma de Oliveira foi a maior doadora individual da campanha petista de 2002. Na mesma época, ela desfilava no carnaval ostentando coleira onde se lia as iniciais do marido, Eike Batista. Maravilhosa, mas laranja.
Na realidade, um seleto grupo de magnatas do poder econômico monopoliza o financiamento de campanha eleitoral no Brasil. Grandes banqueiros, empreiteiras gigantescas, estofadinhos do agronegócio, mega-exportadores, os novos barões da privatização tucana e das fusões lulistas, além, é claro, da miríade de fornecedores diretos de bens e serviços para o setor público.
Não existe almoço grátis, dizem os práticos dos negócios. Logo, quem investe nas máquinas eleitorais dos partidos da ordem busca retorno certo. Obras superfaturadas, licenças ambientais criminosas, subsídios suspeitos, sonegação, elisão fiscal, vista grossa para armações cavilosas. Ao fim do circuito, a conta do financiamento privado é paga em dobro pelo que vaza ou deixa de entrar nos cofres públicos. Um rombo de tamanho incalculável. A mão ligeira do mercado, como se sabe, é invisível.
Para quebrar tal ciclo vicioso a única saída é o financiamento público das campanhas. Para garantir a viabilidade dos candidatos e independência dos eleitos ante o poder econômico, além de salvaguardar o principio da igualdade na disputa, o financiamento publico precisa ser exclusivo. Para funcionar de maneira justa, é necessário que se estabeleça um teto de gastos para cada cargo em disputa. Com fiscalização rigorosa e pesadas punições para os infratores.
O formato atual perpetua o "status quo", estreita os vínculos entre o conservadorismo político e as grandes corporações que dominam a economia. Ao mesmo tempo, cria obstáculos intransponíveis para que novos valores e interesses sociais conquistem espaços nas instituições representativas. Hoje, no Brasil, governar é intermediar negócios. E o artigo primeiro da Constituição, em deslocamento trágico, pode ser lido de outra maneira: "todo poder emana dos financiadores de campanha e em seu nome será exercido". Tal qual existe entre nós, o financiamento privado de campanha é o nó górdio da corrupção sistêmica.
Rio, setembro de 2011.
Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência política
Leo Lince
Qui, 22 de Setembro de 2011 13:04
Léo LinceEstá mais do que provado, até as pedras da rua sabem. No cortejo interminável dos escândalos, basta puxar o fio da meada nos casos mais emblemáticos. Pasta rosa do ACM, PC Farias do Collor, privataria tucana "no limite da irresponsabilidade", mesa da Lunos do Sarney, arca do Delúbio lulopetista, bezerro de ouro Arruda/Roriz, em todos, e tantos outros, o caroço do novelo será sempre o mesmo. O formato atual de financiamento privado de campanha eleitoral é fator incontrolável de corrupção.
A cada nova eleição, a metástase se alastra. Os vitoriosos para a chefia dos executivos (presidente, governadores, prefeitos) serão sempre os que mais gastarem nas campanhas. Em segundo lugar, estarão os segundos também em gastos. Uma exceção ou outra, aqui ou acolá, confirma a regra geral. O peso do poder econômico no resultado eleitoral se tornou ostensivo e despudorado.
Nos legislativos, a mesma história. Reduziu-se o espaço dos candidatos de opinião, sejam eles de esquerda, centro ou direita. Usassem macacões como pilotos de corrida, os parlamentares ostentariam na roupa as logomarcas dos patrocinadores: planos de saúde, educação privada, armas, tabaco, transgênicos, agronegócio, uma lista sem fim. Ao invés de valores ideológicos e programas partidários, o ordenamento da representação se faz pelo interesse puro das grandes corporações, como no ideário fascista de Mussolini.
As campanhas eleitorais no Brasil estão entre as mais caras do mundo. Além de caras, se organizam de tal forma que torna impossível a fiscalização efetiva. São pouquíssimos os países que permitem ao candidato arrecadar e gastar fundos de campanha, tarefa que deveria ser de responsabilidade exclusiva das organizações partidárias.
A ferocidade da competição entre milhares de candidaturas individuais criam um quadro caótico. A justiça eleitoral só acompanha e mal fiscaliza os gastos declarados pelos próprios candidatos. Os "recursos não contabilizados", mistério profundo, só se revelam, em parte, na explosão dos "malfeitos". Se a "malfeitoria" for bem feita, ninguém se ocupará em destrinchá-la.
Outra particularidade brasileira: o peso desmedido das fontes empresariais no financiamento de campanha. A contribuição cidadã, de pessoas físicas, é diminuta. Além de pouco expressiva, quase residual, ela perde legitimidade ao fornecer terreno aos laranjais. Exemplo? Luma de Oliveira foi a maior doadora individual da campanha petista de 2002. Na mesma época, ela desfilava no carnaval ostentando coleira onde se lia as iniciais do marido, Eike Batista. Maravilhosa, mas laranja.
Na realidade, um seleto grupo de magnatas do poder econômico monopoliza o financiamento de campanha eleitoral no Brasil. Grandes banqueiros, empreiteiras gigantescas, estofadinhos do agronegócio, mega-exportadores, os novos barões da privatização tucana e das fusões lulistas, além, é claro, da miríade de fornecedores diretos de bens e serviços para o setor público.
Não existe almoço grátis, dizem os práticos dos negócios. Logo, quem investe nas máquinas eleitorais dos partidos da ordem busca retorno certo. Obras superfaturadas, licenças ambientais criminosas, subsídios suspeitos, sonegação, elisão fiscal, vista grossa para armações cavilosas. Ao fim do circuito, a conta do financiamento privado é paga em dobro pelo que vaza ou deixa de entrar nos cofres públicos. Um rombo de tamanho incalculável. A mão ligeira do mercado, como se sabe, é invisível.
Para quebrar tal ciclo vicioso a única saída é o financiamento público das campanhas. Para garantir a viabilidade dos candidatos e independência dos eleitos ante o poder econômico, além de salvaguardar o principio da igualdade na disputa, o financiamento publico precisa ser exclusivo. Para funcionar de maneira justa, é necessário que se estabeleça um teto de gastos para cada cargo em disputa. Com fiscalização rigorosa e pesadas punições para os infratores.
O formato atual perpetua o "status quo", estreita os vínculos entre o conservadorismo político e as grandes corporações que dominam a economia. Ao mesmo tempo, cria obstáculos intransponíveis para que novos valores e interesses sociais conquistem espaços nas instituições representativas. Hoje, no Brasil, governar é intermediar negócios. E o artigo primeiro da Constituição, em deslocamento trágico, pode ser lido de outra maneira: "todo poder emana dos financiadores de campanha e em seu nome será exercido". Tal qual existe entre nós, o financiamento privado de campanha é o nó górdio da corrupção sistêmica.
Rio, setembro de 2011.
Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência política
O fim da ética da IstoÉ, a revista que vende reportagens por quilo
Comunicação Social
Secretaria Nacional do MST
Seg, 19 de Setembro de 2011 14:29
IstoÉA revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.
Decreta na capa "O fim do MST", que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.
Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.
A mentira
A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.
A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.
Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.
Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.
A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
Se contassem apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.
A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.
Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.
Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Tampouco isso a IstoÉ fez.
Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.
Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.
O desvio
A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo "pagou, levou". Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".
Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo "peso" da matéria.
A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.
Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um "ativo" para especuladores.
Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.
Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.
Reação do latifúndio
A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.
Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.
Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.
A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.
O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.
Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.
Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.
A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia.
18 de setembro de 2011
.
Secretaria Nacional do MST
Seg, 19 de Setembro de 2011 14:29
IstoÉA revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.
Decreta na capa "O fim do MST", que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.
Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.
A mentira
A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.
A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.
Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.
Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.
A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
Se contassem apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.
A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.
Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.
Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Tampouco isso a IstoÉ fez.
Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.
Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.
O desvio
A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo "pagou, levou". Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".
Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo "peso" da matéria.
A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.
Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um "ativo" para especuladores.
Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.
Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.
Reação do latifúndio
A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.
Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.
Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.
A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.
O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.
Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.
Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.
A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia.
18 de setembro de 2011
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Agora é a vez dos professores
Educação
Luiz Araújo
Sex, 16 de Setembro de 2011 13:16
Luiz AraújoAgora é a vez dos professores
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE está convocando todos os professores e servidores da educação básica para uma Marcha pela Educação no dia 26 de outubro.
O eixo do protesto será a defesa do piso salarial nacional do magistério, que inúmeros governos estaduais e municipais continuam descumprindo.
Também marcharão em defesa de pelo menos 10% do PIB para a educação no novo Plano Nacional de Educação.
Na educação básica existem quase dois milhões de professores e pelo menos a metade deste número de servidores da educação. É uma das maiores categorias profissionais do país. Infelizmente ainda muito desvalorizada.
Certamente esta mobilização terá forte incidência na aprovação de um PNE pra Valer.
Hoje um professor com nível superior recebe, em média, 65% do que recebe um profissional com a mesma quantidade de anos de estudo. Esta situação tem tornado a profissão pouco atrativa para as novas gerações, causando inclusive déficit de professores em algumas disciplinas.
Em um momento que a Constituição dá um prazo até 2016 para que seja incorporado na escola mais de cinco milhões de crianças e jovens, cuidar do salário dos docentes é fundamental.
Terça-feira, 6 de setembro de 2011
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Fina Estampa e o Prouni
Mais uma novela da Rede Globo teve inicio este mês, desta vez começou a trama de Fina Estampa. Assistir ou comentar novela não é o meu forte, mas como parte da trama desta tem a ver com o debate do Plano Nacional de Educação eu arrisco algumas considerações.
A personagem principal (Griselda) é uma trabalhadora informal que com muito sacrifício conseguiu criar seus filhos. Um deles (Antenor) conseguiu acessar o ensino superior e estuda medicina em faculdade particular, por meio de bolsa de estudos. A novela não fala, mas está implícito que é uma referência ao Prouni. A mãe, com todo sacrifício, paga a metade da mensalidade.
Somados o benefício da bolsa e o sacrifício da mãe, o jovem Antenor teve acesso a interação social com a classe rica carioca, apaixonando-se por uma moça deste estrato social, mas teme ser rejeitado por ser pobre e ter uma mãe que realiza trabalhos de reparos e é conhecida por "pereirão".
Sei que a maior parte das pessoas vai acompanhar a novela devido à intensidade do conflito familiar e demais aspectos que são usados para prender os telespectadores e garantir a audiência da Globo, mas o meu olhar é direcionado para a injustiça social e a distância entre a realidade e a ficção. Vejamos:
1. Como regra, os filhos dos ricos não freqüentam escolas particulares beneficiadas por bolsas do Prouni. Seus filhos conseguem fazer ótimos cursos de ensino médio, conseguem ingressar com facilidade nas universidades públicas, especialmente nos cursos mais disputados, como é o caso de Medicina.
2. O trabalho informal desempenhado por Griselda não é suficiente para realizar o milagre apresentado na novela. Um curso de medicina no Rio de Janeiro varia entre 3 mil a 4,2 mil reais, ou seja, sem incluir gastos com livros e transporte, ela teria que reservar de 1,5 mil reais a 2,1 mil reais por mês apenas para esta despesa. Além desse filho ainda temos outros dois e um neto, ou seja, ela sustenta uma família cinco pessoas, paga os estudos dos filhos e neto, sustenta a casa, paga luz, água, telefone, celulares, faz supermercado, etc... Quanto ganha um trabalhador que faz pequenos reparos na vizinhança? Certamente a soma destes valores levará a que Griselda seja mais uma integrante da "nova classe média brasileira".
Mas o maior problema não é a ficção estar longe da realidade, mesmo que isso provoque uma falsa imagem de ascensão social (com as contradições morais apresentadas pela trama da novela). O filho de Griselda, que certamente com uma bolsa do Prouni não freqüentaria a mesma faculdade de medicina de uma família que mora numa mansão, tem o direito de ter acesso a uma vaga no ensino superior público.
Acontece que apenas 14,4% dos jovens entre 18 e 24 anos (parece ser o caso do personagem) conseguem ingressar no ensino superior e apenas 26,4% destes conseguem uma vaga em um curso superior público (não é o caso do personagem).
Ele, assim como muitos brasileiros, deve abrir mão do direito inscrito na Constituição Federal de ter acesso à educação pública, em troca de uma bolsa de estudos (parcial no caso do personagem) em uma temerária instituição privada (bem, a ficção aboliu esta parte!). E assim, pelo esforço de seus pais (ou só da mãe, como na ficção televisiva) e a brilhante colaboração do governo (que deveria garantir vaga pública!) o jovem conseguirá se tornar um médico promissor.
Infelizmente a novela "doura a pílula" do Prouni, de maneira subliminar cria um ambiente ficcional de interação entre ricos e pobres. E ajuda a limitar o horizonte da luta de nossos jovens a ampliar o número de bolsas do Prouni ao invés de lutar por mais vagas nas esolas públicas.
Quinta-feira, 8 de setembro de 2011
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Comparando realidades distintas
Mais uma vez o MEC divulgou os resultados do ENEM e mais uma vez a imprensa deu um jeito de converter as informações em ranking. Pelo menos desta vez não teve a ajuda do ministério, o que já é um avanço.
As conclusões da imprensa são conhecidas:
1. As escolas particulares possuem médias maiores do que as públicas;
2. As escolas públicas melhor posicionadas no "ranking" são as escolas de aplicação e militares e, para comprovar a regra, aparece uma ou outra exceção estadual ou municipal.
Mas esta montagem de ranking não trouxe nenhuma novidade e peca por medir fenômenos diferentes. A prova do ENEM mede a aprendizagem dos alunos em um conjunto dado de conhecimentos e habilidades cobradas, mas não diz muito sobre vários aspectos relevantes deste processo. Destaco alguns:
1. A motivação de quem faz a prova, pois o ENEM transformou-se em porta de acesso ao ensino superior. Quanto mais esperançoso de entrar num curso superior, maior será a motivação dos estudantes. Assim, concordo com o ex-presidente do INEP (Reynaldo Fernandes) que declarou ao IG que passar no curso superior "não parece um objetivo da maioria dos alunos da rede pública". Talvez seja mais importante do que classificar as escolas numa ordem numérica discutir por que alunos da rede pública possuem expectativas tão baixas sobre seu futuro acadêmico.
2. As escolas de aplicação das Universidades Públicas e as Escolas Militares possuem melhores resultados, mas o seu público tem pelo menos duas grandes distinções em relação aos demais: no primeiro caso as crianças são filhos de professores e servidores federais, com grau de instrução alto e capacidade de oferecer aos mesmos bens culturais importantes; e no segundo caso há uma linha de corte anterior, pois entra nessas instituições quem já possui um desempenho acima da média.
3. Porém, considero muito relevante o fato de que o custo-aluno destas escolas é um fator muito relevante para entender a diferença de notas, mesmo que não discorde do ministro Haddad quando afirma que parte dos fatores que influencia na nota está fora do âmbito escolar. Aliás, ele afirma que essa parte seria de dois terços.
Como o ministro Haddad classificou de "intolerável" a desigualdade entre as escolas, eu fico mais otimista com a possibilidade da maior autoridade educacional do país desengavetar e homologar a Resolução do Conselho Nacional de Educação que estabelece um padrão mínimo de qualidade para as escolas públicas, medida que ajudaria a tornar menos desiguais as escolas, seja a comparação entre público e privado, seja entre as próprias escolas de diferentes regiões do país.
Segunda-feira, 12 de setembro de 2011
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Canoa furada
A imprensa publicou no dia de ontem informações preocupantes vindas do Estado do Rio de Janeiro. A matéria dá conta de proposta do governador Cabral (o mesmo que mandou prender os bombeiros!) quer municipalizar as matrículas de ensino fundamental estadual no Rio e Niterói.
Segundo a reportagem, todas as turmas de Ensino Fundamental mantidas pelo governo estadual no Rio e em Niterói passarão a ser responsabilidade dos municípios em 2012. O objetivo do secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, é fazer a transição antes do início do ano letivo, mas a mudança, que afetará cerca de 44 mil alunos na capital e 19 mil em Niterói, ainda precisa ser acertada com as prefeituras.
A secretária de educação de Niterói, Maria Inês diz que a intenção de passar as últimas turmas de Fundamental para os municípios já foi discutida, mas o prazo era 2015:
- Combinou-se que faríamos a absorção progressiva dos alunos do primeiro segmento do Ensino Fundamental, que vai do 1º ao 5º anos. Em 2011, o estado deixou de receber alunos de 1º ano. Em 2012, deixará de receber o 2º ano e assim por diante. Temos 18.700 alunos no curso regular de Fundamental e 1.600 na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Como atender mais 19 mil pessoas de repente?
Todas as pesquisas indicam que o processo de municipalização acelerada da educação, principalmente após a vigência do FUNDEF, não trouxe melhorias para a educação nem tornou a oferta do ensino entre os entes federados mais equilibrada. Pelo contrário!
Mesmo na época da implantação do FUNDEF o município do RJ já era extremamente municipalizado.
No Censo de 2010 a rede municipal da capital cobria 66% das matrículas e a rede estadual apenas 3,1%. Porém este quadro de ausência do estado levou ao crescimento da rede privada, que nesta cidade tem cobertura muito acima da média nacional e abocanha 28,9% das matrículas do ensino fundamental, contra 12,7% em termos nacionais. Ou seja, a conseqüência da ausência do estado foi o crescimento das matrículas privadas e não um aumento da cobertura pública naquela cidade.
Realidade diferente pode ser encontrada em Niterói. O município é responsável por 27,5% das matrículas, a rede estadual por 30,7% e a rede privada domina a oferta com 41,3%. Mesmo que mais equilibrada a rede privada também está muito acima da média nacional.
Então, esta proposta de municipalizar, só irá aprofundar este quadro.
O problema não é de prazo, como respondeu a Secretária de Educação de Niterói. A questão é que a Constituição manda que a oferta seja compartilhada e não repassada, ou seja, a oferta do ensino fundamental é dever do estado e do município. A ausência do estado só agravou a presença privada nos dois municípios envolvidos na atual proposta.
A LDB estabelece que a prestação do serviço deva estar atrelada a capacidade do ente federado de mantê-lo. Municipalizar significa fazer o inverso, pois vai sobrecarregar o ente federado com menor capacidade arrecadadora.
Espero que exista uma forte reação dos professores, estudantes e pais destes dois municípios contra esta proposta. Acho também que os dirigentes municipais envolvidos não devem embarcar nesta canoa furada.
Quinta-feira, 15 de setembro de 2011
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O público em grande risco – parte 1
Amanhã se encerra o prazo para apresentação de emendas ao Projeto de Lei que cria o PRONATEC - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. Na Câmara dos Deputados a maioria das emendas foram conservadoras. Espero que no Senado sejam apresentadas emendas que alterem de forma significativa o escopo deste Projeto.
Tive acesso a documento elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade que representa 2,5 milhões de professores e servidores das escolas públicas estaduais e municipais da educação básica. O referido documento conclama os senadores e realizarem profundo debate sobre o conteúdo da lei antes de sua votação. E apresenta argumentos muito consistentes sobre vários problemas do PLC n° 78 de 2011.
A entidade sindical afirma que "a estrutura do Pronatec ameaça o conceito e os pressupostos da educação técnica profissional de nível médio, consolidados, sobretudo, pelo Decreto nº 5.154, de 2004, e pela Lei nº 11.741, de 2008, em consonância com o Fundo da Educação Básica (Fundeb) e a Emenda Constitucional (EC) nº 59". E enumera os principais aspectos que comprovam esta afirmação:
1. Não dimensiona o papel do Estado na oferta pública e gratuita de educação profissional técnica de nível médio;
2. Flexibiliza o compromisso do Estado para com a oferta da educação técnica de nível médio e estimula a reserva de mercado educacional;
3. Contrapõe o recente acordo de expansão de matrículas gratuitas em âmbito do Sistema S;
4. Inibe a expansão de instituições públicas de formação técnica e tecnológica compromissadas com a formação cidadã;
5. Fomenta o reducionismo curricular da formação para o trabalho; e
6. Condiciona o trabalhador, assistido por seguro-desemprego, a vínculo empregatício sem direito de escolha.
No texto há uma clara crítica ao caráter privatizante do Projeto, mesmo que esta palavra não seja utilizada. Afirma que ao "mesmo tempo em que cria mercado para empresas educacionais, também prevê onerar o estudante que não teve acesso ao ensino básico de qualidade, direcionando-lhe para o ingresso no FIES Técnico/Profissional (programa de financiamento estudantil do governo federal)".
Esta é, certamente, a essência mais nociva do Pronatec. Ele pretende viabilizar a expansão da oferta de ensino profissionalizante tendo por base dois alicerces: repassar recursos públicos para a iniciativa privada e transferir a tarefa de financiar a educação para os pais dos alunos.
Abro este espaço para publicar o posicionamento de outras entidades educacionais diretamente envolvidas no problema. Destaco a necessidade de que pelo menos a UBES, entidade representativa dos estudantes secundaristas e o SINASEFE, sindicato que congrega os servidores dos Institutos Federais de Educação Tecnológica digam o que acham deste Projeto.
Amanhã falarei de outros graves problemas presentes no Projeto.
Quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Fonte: Luiz Araújo
Luiz Araújo
Sex, 16 de Setembro de 2011 13:16
Luiz AraújoAgora é a vez dos professores
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE está convocando todos os professores e servidores da educação básica para uma Marcha pela Educação no dia 26 de outubro.
O eixo do protesto será a defesa do piso salarial nacional do magistério, que inúmeros governos estaduais e municipais continuam descumprindo.
Também marcharão em defesa de pelo menos 10% do PIB para a educação no novo Plano Nacional de Educação.
Na educação básica existem quase dois milhões de professores e pelo menos a metade deste número de servidores da educação. É uma das maiores categorias profissionais do país. Infelizmente ainda muito desvalorizada.
Certamente esta mobilização terá forte incidência na aprovação de um PNE pra Valer.
Hoje um professor com nível superior recebe, em média, 65% do que recebe um profissional com a mesma quantidade de anos de estudo. Esta situação tem tornado a profissão pouco atrativa para as novas gerações, causando inclusive déficit de professores em algumas disciplinas.
Em um momento que a Constituição dá um prazo até 2016 para que seja incorporado na escola mais de cinco milhões de crianças e jovens, cuidar do salário dos docentes é fundamental.
Terça-feira, 6 de setembro de 2011
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Fina Estampa e o Prouni
Mais uma novela da Rede Globo teve inicio este mês, desta vez começou a trama de Fina Estampa. Assistir ou comentar novela não é o meu forte, mas como parte da trama desta tem a ver com o debate do Plano Nacional de Educação eu arrisco algumas considerações.
A personagem principal (Griselda) é uma trabalhadora informal que com muito sacrifício conseguiu criar seus filhos. Um deles (Antenor) conseguiu acessar o ensino superior e estuda medicina em faculdade particular, por meio de bolsa de estudos. A novela não fala, mas está implícito que é uma referência ao Prouni. A mãe, com todo sacrifício, paga a metade da mensalidade.
Somados o benefício da bolsa e o sacrifício da mãe, o jovem Antenor teve acesso a interação social com a classe rica carioca, apaixonando-se por uma moça deste estrato social, mas teme ser rejeitado por ser pobre e ter uma mãe que realiza trabalhos de reparos e é conhecida por "pereirão".
Sei que a maior parte das pessoas vai acompanhar a novela devido à intensidade do conflito familiar e demais aspectos que são usados para prender os telespectadores e garantir a audiência da Globo, mas o meu olhar é direcionado para a injustiça social e a distância entre a realidade e a ficção. Vejamos:
1. Como regra, os filhos dos ricos não freqüentam escolas particulares beneficiadas por bolsas do Prouni. Seus filhos conseguem fazer ótimos cursos de ensino médio, conseguem ingressar com facilidade nas universidades públicas, especialmente nos cursos mais disputados, como é o caso de Medicina.
2. O trabalho informal desempenhado por Griselda não é suficiente para realizar o milagre apresentado na novela. Um curso de medicina no Rio de Janeiro varia entre 3 mil a 4,2 mil reais, ou seja, sem incluir gastos com livros e transporte, ela teria que reservar de 1,5 mil reais a 2,1 mil reais por mês apenas para esta despesa. Além desse filho ainda temos outros dois e um neto, ou seja, ela sustenta uma família cinco pessoas, paga os estudos dos filhos e neto, sustenta a casa, paga luz, água, telefone, celulares, faz supermercado, etc... Quanto ganha um trabalhador que faz pequenos reparos na vizinhança? Certamente a soma destes valores levará a que Griselda seja mais uma integrante da "nova classe média brasileira".
Mas o maior problema não é a ficção estar longe da realidade, mesmo que isso provoque uma falsa imagem de ascensão social (com as contradições morais apresentadas pela trama da novela). O filho de Griselda, que certamente com uma bolsa do Prouni não freqüentaria a mesma faculdade de medicina de uma família que mora numa mansão, tem o direito de ter acesso a uma vaga no ensino superior público.
Acontece que apenas 14,4% dos jovens entre 18 e 24 anos (parece ser o caso do personagem) conseguem ingressar no ensino superior e apenas 26,4% destes conseguem uma vaga em um curso superior público (não é o caso do personagem).
Ele, assim como muitos brasileiros, deve abrir mão do direito inscrito na Constituição Federal de ter acesso à educação pública, em troca de uma bolsa de estudos (parcial no caso do personagem) em uma temerária instituição privada (bem, a ficção aboliu esta parte!). E assim, pelo esforço de seus pais (ou só da mãe, como na ficção televisiva) e a brilhante colaboração do governo (que deveria garantir vaga pública!) o jovem conseguirá se tornar um médico promissor.
Infelizmente a novela "doura a pílula" do Prouni, de maneira subliminar cria um ambiente ficcional de interação entre ricos e pobres. E ajuda a limitar o horizonte da luta de nossos jovens a ampliar o número de bolsas do Prouni ao invés de lutar por mais vagas nas esolas públicas.
Quinta-feira, 8 de setembro de 2011
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Comparando realidades distintas
Mais uma vez o MEC divulgou os resultados do ENEM e mais uma vez a imprensa deu um jeito de converter as informações em ranking. Pelo menos desta vez não teve a ajuda do ministério, o que já é um avanço.
As conclusões da imprensa são conhecidas:
1. As escolas particulares possuem médias maiores do que as públicas;
2. As escolas públicas melhor posicionadas no "ranking" são as escolas de aplicação e militares e, para comprovar a regra, aparece uma ou outra exceção estadual ou municipal.
Mas esta montagem de ranking não trouxe nenhuma novidade e peca por medir fenômenos diferentes. A prova do ENEM mede a aprendizagem dos alunos em um conjunto dado de conhecimentos e habilidades cobradas, mas não diz muito sobre vários aspectos relevantes deste processo. Destaco alguns:
1. A motivação de quem faz a prova, pois o ENEM transformou-se em porta de acesso ao ensino superior. Quanto mais esperançoso de entrar num curso superior, maior será a motivação dos estudantes. Assim, concordo com o ex-presidente do INEP (Reynaldo Fernandes) que declarou ao IG que passar no curso superior "não parece um objetivo da maioria dos alunos da rede pública". Talvez seja mais importante do que classificar as escolas numa ordem numérica discutir por que alunos da rede pública possuem expectativas tão baixas sobre seu futuro acadêmico.
2. As escolas de aplicação das Universidades Públicas e as Escolas Militares possuem melhores resultados, mas o seu público tem pelo menos duas grandes distinções em relação aos demais: no primeiro caso as crianças são filhos de professores e servidores federais, com grau de instrução alto e capacidade de oferecer aos mesmos bens culturais importantes; e no segundo caso há uma linha de corte anterior, pois entra nessas instituições quem já possui um desempenho acima da média.
3. Porém, considero muito relevante o fato de que o custo-aluno destas escolas é um fator muito relevante para entender a diferença de notas, mesmo que não discorde do ministro Haddad quando afirma que parte dos fatores que influencia na nota está fora do âmbito escolar. Aliás, ele afirma que essa parte seria de dois terços.
Como o ministro Haddad classificou de "intolerável" a desigualdade entre as escolas, eu fico mais otimista com a possibilidade da maior autoridade educacional do país desengavetar e homologar a Resolução do Conselho Nacional de Educação que estabelece um padrão mínimo de qualidade para as escolas públicas, medida que ajudaria a tornar menos desiguais as escolas, seja a comparação entre público e privado, seja entre as próprias escolas de diferentes regiões do país.
Segunda-feira, 12 de setembro de 2011
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Canoa furada
A imprensa publicou no dia de ontem informações preocupantes vindas do Estado do Rio de Janeiro. A matéria dá conta de proposta do governador Cabral (o mesmo que mandou prender os bombeiros!) quer municipalizar as matrículas de ensino fundamental estadual no Rio e Niterói.
Segundo a reportagem, todas as turmas de Ensino Fundamental mantidas pelo governo estadual no Rio e em Niterói passarão a ser responsabilidade dos municípios em 2012. O objetivo do secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, é fazer a transição antes do início do ano letivo, mas a mudança, que afetará cerca de 44 mil alunos na capital e 19 mil em Niterói, ainda precisa ser acertada com as prefeituras.
A secretária de educação de Niterói, Maria Inês diz que a intenção de passar as últimas turmas de Fundamental para os municípios já foi discutida, mas o prazo era 2015:
- Combinou-se que faríamos a absorção progressiva dos alunos do primeiro segmento do Ensino Fundamental, que vai do 1º ao 5º anos. Em 2011, o estado deixou de receber alunos de 1º ano. Em 2012, deixará de receber o 2º ano e assim por diante. Temos 18.700 alunos no curso regular de Fundamental e 1.600 na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Como atender mais 19 mil pessoas de repente?
Todas as pesquisas indicam que o processo de municipalização acelerada da educação, principalmente após a vigência do FUNDEF, não trouxe melhorias para a educação nem tornou a oferta do ensino entre os entes federados mais equilibrada. Pelo contrário!
Mesmo na época da implantação do FUNDEF o município do RJ já era extremamente municipalizado.
No Censo de 2010 a rede municipal da capital cobria 66% das matrículas e a rede estadual apenas 3,1%. Porém este quadro de ausência do estado levou ao crescimento da rede privada, que nesta cidade tem cobertura muito acima da média nacional e abocanha 28,9% das matrículas do ensino fundamental, contra 12,7% em termos nacionais. Ou seja, a conseqüência da ausência do estado foi o crescimento das matrículas privadas e não um aumento da cobertura pública naquela cidade.
Realidade diferente pode ser encontrada em Niterói. O município é responsável por 27,5% das matrículas, a rede estadual por 30,7% e a rede privada domina a oferta com 41,3%. Mesmo que mais equilibrada a rede privada também está muito acima da média nacional.
Então, esta proposta de municipalizar, só irá aprofundar este quadro.
O problema não é de prazo, como respondeu a Secretária de Educação de Niterói. A questão é que a Constituição manda que a oferta seja compartilhada e não repassada, ou seja, a oferta do ensino fundamental é dever do estado e do município. A ausência do estado só agravou a presença privada nos dois municípios envolvidos na atual proposta.
A LDB estabelece que a prestação do serviço deva estar atrelada a capacidade do ente federado de mantê-lo. Municipalizar significa fazer o inverso, pois vai sobrecarregar o ente federado com menor capacidade arrecadadora.
Espero que exista uma forte reação dos professores, estudantes e pais destes dois municípios contra esta proposta. Acho também que os dirigentes municipais envolvidos não devem embarcar nesta canoa furada.
Quinta-feira, 15 de setembro de 2011
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O público em grande risco – parte 1
Amanhã se encerra o prazo para apresentação de emendas ao Projeto de Lei que cria o PRONATEC - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. Na Câmara dos Deputados a maioria das emendas foram conservadoras. Espero que no Senado sejam apresentadas emendas que alterem de forma significativa o escopo deste Projeto.
Tive acesso a documento elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade que representa 2,5 milhões de professores e servidores das escolas públicas estaduais e municipais da educação básica. O referido documento conclama os senadores e realizarem profundo debate sobre o conteúdo da lei antes de sua votação. E apresenta argumentos muito consistentes sobre vários problemas do PLC n° 78 de 2011.
A entidade sindical afirma que "a estrutura do Pronatec ameaça o conceito e os pressupostos da educação técnica profissional de nível médio, consolidados, sobretudo, pelo Decreto nº 5.154, de 2004, e pela Lei nº 11.741, de 2008, em consonância com o Fundo da Educação Básica (Fundeb) e a Emenda Constitucional (EC) nº 59". E enumera os principais aspectos que comprovam esta afirmação:
1. Não dimensiona o papel do Estado na oferta pública e gratuita de educação profissional técnica de nível médio;
2. Flexibiliza o compromisso do Estado para com a oferta da educação técnica de nível médio e estimula a reserva de mercado educacional;
3. Contrapõe o recente acordo de expansão de matrículas gratuitas em âmbito do Sistema S;
4. Inibe a expansão de instituições públicas de formação técnica e tecnológica compromissadas com a formação cidadã;
5. Fomenta o reducionismo curricular da formação para o trabalho; e
6. Condiciona o trabalhador, assistido por seguro-desemprego, a vínculo empregatício sem direito de escolha.
No texto há uma clara crítica ao caráter privatizante do Projeto, mesmo que esta palavra não seja utilizada. Afirma que ao "mesmo tempo em que cria mercado para empresas educacionais, também prevê onerar o estudante que não teve acesso ao ensino básico de qualidade, direcionando-lhe para o ingresso no FIES Técnico/Profissional (programa de financiamento estudantil do governo federal)".
Esta é, certamente, a essência mais nociva do Pronatec. Ele pretende viabilizar a expansão da oferta de ensino profissionalizante tendo por base dois alicerces: repassar recursos públicos para a iniciativa privada e transferir a tarefa de financiar a educação para os pais dos alunos.
Abro este espaço para publicar o posicionamento de outras entidades educacionais diretamente envolvidas no problema. Destaco a necessidade de que pelo menos a UBES, entidade representativa dos estudantes secundaristas e o SINASEFE, sindicato que congrega os servidores dos Institutos Federais de Educação Tecnológica digam o que acham deste Projeto.
Amanhã falarei de outros graves problemas presentes no Projeto.
Quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Fonte: Luiz Araújo
"A Autoridade Palestina colocou Israel em apuros"
Internacional
Eduardo Febbro
Sex, 23 de Setembro de 2011 10:02
Meir Magalit - Foto: Eduardo Febbro
Restam muito poucos. É preciso buscá-los com insistência, mas eles estão ali, presentes, solidários, fiéis a si mesmos, dignos, ativos, militantes, apoiados no humanismo que sustenta sua tradição política e comprometidos com a ação: são os homens e mulheres que representam a esquerda israelense, aqueles que, em um momento em que a esquerda de Israel era tragada no redemoinho eleitoral, ganharam um mandato nas urnas. Meir Margalit é um deles. Legislador da Municipalidade de Jerusalém, secretário geral do movimento israelense contra a demolição de casas (palestinas), ICAHD, Margalit é um pacifista em um país armado, cuja calma e determinação força muros inacessíveis.
Historiador e homem político, nesta entrevista à Carta Maior, Margalit assegura que o presidente da Autoridade Palestina pôs Israel em apuros e destaca as contradições nas quais está mergulhada a sociedade israelense, reconhecendo a crise pela qual passa a esquerda de seu país.
Como você analisa o pedido de reconhecimento do Estado palestino que Mahmud Abbas formaliza ante a ONU. É um erro estratégico, um gesto desesperado ou apenas um mero gesto simbólico que não acrescenta nada?
Não, não, de modo algum é um fracasso de Abbas. Muito antes de o pedido de Mahmud Abbas chegar às Nações Unidas, os palestinos já tinham vencido. E ganharam porque é a primeira vez, desde muito tempo, que eles dão o rumo geopolítico da agenda e da região. É também a primeira vez que conseguem pôr Israel em apuros. Faz muito tempo que Israel não conhece uma situação semelhante. Os palestinos encurralaram Israel, obrigaram-no a explicar ao mundo por que se negam a reconhecer um país.
Os palestinos colocaram Israel em uma situação grotesca. Eu creio que, desde essa perspectiva, os palestinos ganharam. Israel está se desgastando progressivamente. Apesar do veto dos Estados Unidos ao reconhecimento do Estado palestino, quando há mais de 130 países que votam a favor da Palestina isso equivale a uma mensagem muito clara dirigida a Israel.
Está se dizendo ao país: senhores, se vocês seguirem esse caminho, deixarão de fazer parte da grande família de países civilizados. Trata-se, então, de um grande êxito dos palestinos. É preciso mirar o impossível para obter algo possível. O que hoje parece impossível será possível cedo ou tarde. Mahmud Abbas teve muita coragem. Dizer não aos EUA como fez Abbas é um ato de saúde mental. Não conheço muitos líderes no mundo que sejam capazes de dizer aos Estados Unidos: "lamento amigo, mas não estou de acordo com o que vocês fazem". Estou convencido de uma coisa: se Israel seguir neste caminho vai colapsar. Não sei se em 20 ou 30 anos, mas esse caminho nos leva a um precipício. Se alguém não nos detiver, e digo alguém porque nós não temos nem a motivação nem o incentivo para parar, terminaremos nos destroçando em um precipício.
Quem parece ter cometido um erro estratégico é o primeiro ministro Benjamin Netanyahu. Ao invés de aceitar a possibilidade de um Estado Palestino e acompanhar a decisão impondo condições básicas para Israel, o Executivo se fechou na ameaça e na cegueira.
Por ser um estúpido, Netanyahu caiu na armadilha. Mas essa é a estupidez típica de todos os nacionalistas. Quando, em algum momento, o nacionalismo assume o controle, perde-se um pouco a sensatez. Netanyahu e o governo israelense a perderam. Sob a influência de grupos extremamente direitistas, Netanyahu errou o cálculo: em vez de fazer um cálculo nacional, fez um cálculo eleitoral.
A sociedade israelense parece ter um olhar duplo que, por curioso que pareça, revela uma mudança: por um lado tem medo de que Israel perca iniciativa e legitimidade, e, por outro, observa os fenômenos que se produzem com uma posição menos intransigente que antes.
É certo que existem mudanças substanciais na sociedade israelense. A mais fundamental é que hoje, no discurso nacional, estão se dizendo coisas que, há dez anos, não se podiam dizer. Por exemplo, há uma década a postura israelense consistia em dizer: não se devolvem territórios. Hoje, em troca, a questão mudou para converter-se em uma pergunta: que porcentagem de territórios é preciso devolver? Esta pergunta é muito transcendente e se a observamos sob um olhar de longo prazo vemos em seguida que se produziu uma mudança substancial. Se antes as pessoas se negavam a contemplar a possibilidade de devolver territórios, hoje compreende que é preciso devolver esses territórios e a discussão se concentra em saber em que porcentagem. Aqui, porém, ocorrem coisas contraditórias.
Por um lado, a sociedade israelense está disposta a considerar a possibilidade de terminar com a ocupação. As pessoas estão muito agoniadas com isso. Por outro lado, e isso é o paradoxal, segue votando nos partidos de direita enquanto que a extrema direita é cada vez mais forte e cada vez mais fundamentalista. Devo admitir que, aqui em Israel, os processos não são pretos ou brancos, há situações paradoxais, contraditórias. Estamos, então, diante de processos que apontam para direções distintas. É importante destacar uma coisa: nunca a esquerda israelense esteve tão mal no Parlamento e, no entanto, nota-se que o discurso nacional aceita ou repete o que a esquerda vem dizendo há muitos anos. E o que diz a esquerda israelense? Diz que é preciso acabar com a ocupação. Hoje, a maioria das pessoas, incluindo o primeiro ministro Benjamin Netanyahu, diz que essa ocupação terá que acabar em algum momento. Encontramos então outro paradoxo: a esquerda nunca esteve pior e também nunca esteve melhor.
Por acaso o surgimento dessa frente interna que nasceu com os jovens israelenses, os indignados, pode modificar o peso da balança política ou esse foi somente um fenômeno passageiro?
Creio que isso será absolutamente insignificante, não transcendental e em nada mudará o panorama político porque as eleições são dentro de dois anos e a memória do israelense médio é demasiado curta. Essas pessoas foram demasiadamente pacíficas para que o governo as levasse a sério. Aqui não houve piqueteros e não se queimou sequer um pneu ao longo de dois meses. Diante de manifestações dessa índole, fica muito fácil para o governo manipulá-las e deixá-las passar. Rapidamente ocorre algum arranjo cosmético, mas em regra geral não vejo que os indignados deixem uma marca na sociedade israelense.
Como se pode explicar o abismo no qual caiu a esquerda israelense? Ela praticamente despareceu como ator político, carece de credibilidade e de capacidade de mobilização, é uma voz ausente no jogo político nacional. Desapareceu como discurso, como peso político, como mensagem e como sentido.
Se falamos do trabalhismo isso é certo. Mais do que uma mudança, o trabalhismo sofreu uma degeneração, Hoje sabemos que o trabalhismo nunca foi de esquerda, usavam slogans esquerdistas, mas levavam na prática uma política capitalista e nacionalista. Não se pode ser socialista e também tão sionista como é o trabalhismo. Que resta então da esquerda aqui? Em última instância, sobramos nós, o Meretz. Meu pequeno partido tem hoje três membros no Parlamento, que conta com 120 acentos.
Estamos no limite de desaparecer porque fomos leais a nossas consignas. Era muito mais fácil tomar um caminho mais direitista e nacionalista e, dessa forma, ganhar alguns votos mais. Nós fomos consequentes e pagamos o preço. A partir do ano 2000 este país foi para a direita. Ficou mais de direita, mais fundamentalista, mais religioso. A presença de um personagem tétrico como o ministro de Relações Exteriores, Lieberman, me diz que nos convertemos em um país fascista. Essa é a melhor prova de que Israel se degradou muito. Por quê? Alguns dirão que é uma reação lógica aos atentados palestinos doa anos 2000, outros dirão que isso tem a ver com complexos que vem da época do Holocausto, outros dirão que persistem questões que estão nas próprias raízes do movimento sionista. Seja como for, está claro que a esquerda israelense está em crise.
Tradução: Marco Aurélio Weissheimer
Fonte: Carta Maior
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Nações Unidas, 23 set. (PL) O presidente da Autoridad Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, criticou Israel, hoje, por sua responsabilidade nos sucessivos fracassos das negociações de paz e, não obstante, exortou a reconstruir as pontes do diálogo.Expectativa mundial com pedido palestino de ingresso na ONU
Nações Unidas, 23 set. (Prensa Latina) - O mundo inteiro concentra hoje sua atenção sobre as Nações Unidas devido à anunciada apresentação de uma solicitação de reconhecimento do novo Estado Palestino para seu rendimento como membro da organização mundial.
O acontecimento deve ocorrer pouco depois das 11h00 de Nova Iorque (15:00 UTC), para quando está fixado uma reunião entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.
De acordo com o previsto, nesse encontro Abas entregará ao secretário geral da ONU uma carta que contém o pedido de admissão do Estado Palestino como integrante número 194 do organismo.
Segundo Ban Ki-moon, sua responsabilidade neste caso consiste em transferir a mensagem ao Conselho de Segurança, integrado por 15 membros, cinco deles permanentes e com direito de veto (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China).
Esse órgão deve analisar a carta e recomendar ou não o ingresso do solicitante à Assembleia Geral (193 países). A entrada definitiva requer dois terços dos votos do plenário.
De acordo com estimativas dos especialistas, a causa da ANP conta com o respaldo de mais de 120 países.
As decisões no Conselho de Segurança requerem de uma maioria de nove votos positivos e de nenhum contra de qualquer dos cinco permanentes (veto).
Mas os Estados Unidos já anunciou que vetará a aspiração palestina e exerce enormes pressões para evitar a apresentação do pedido de rendimento e forçar Abas a aceitar a retomada de negociações com Israel.
A ação norteamericana é secundada pela União Europeia, pelo governo Israelense e pelo secretário geral da ONU.
Além dos cinco membros permanentes, o Conselho de Segurança está formado hoje por Líbano, Colômbia, Nigéria, Gabão, Portugal, África do Sul, Bósnia e Herzegóvina, Brasil, Índia e Alemanha.
Em seu discurso perante a Assembleia Geral, o presidente estadunidense, Barack Obama, recusou na quarta-feira a ideia do ingresso do Estado Palestino na ONU e ratificou que o compromisso de seu país com a segurança de Israel é inquebrantável.
Para a mesma sessão matutina desta sexta-feira está anunciada a intervenção de Abbas perante o plenário da Assembleia Geral.
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Líder palestino denuncia perante a ONU política agressiva de Israel
Nações Unidas, 23 set. (Prensa Latina) - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, criticou hoje Israel por sua responsabilidade nos sucessivos fracassos das negociações de paz e, não obstante, exortou sua contraparte a reconstruir as pontes de diálogo.
Ao iniciar seu discurso na 66 Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e depois de entregar formalmente a solicitação oficial para ser um membro de pleno direito no organismo, Abas foi ovacionado de pé por parte das delegações diplomáticas presentes.
Podemos regressar de imediato à mesa de negociações sobre a base da legitimidade do Estado palestino, nossos esforços não estão dirigidos a isolar Israel, só queremos que seus assentamentos sejam considerados ilícitos, remarcou o dirigente.
Agregou que "em nome do povo palestino estendo a mão ao povo israelense em prol de conciliar a paz. (...) Até agora o fracasso das conversas é culpa da política colonialista de Israel e da ocupação militarizada de territórios palestinos", disse.
Abas destacou perante a Assembleia Geral da ONU que a política israelense de estabelecer colônias destruirá qualquer possibilidade de conseguir uma solução de dois Estados, para a qual há consenso internacional, apontou.
"A reivindicação e o direito de nosso povo à paz e à prosperidade é incontestável, desde há muito tempo deveria existir um Estado palestino, há uma primavera palestina que busca a independência. (...) A Palestina renasce, é minha mensagem", enfatizou o líder árabe.
Minutos antes de iniciar sua falação e diante das câmeras de televisão, Abas entregou ao secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, uma pasta com o escudo palestino que contém a carta de petição de soberania.
O presidente da ANP denunciou também uma política de limpeza étnica implementada por Israel, "tirando-nos de um território ancestral, a potência ocupante continua fazendo escavações em nossos lugares sagrados, acossando a cidade sagrada com assentamentos".
Tal ocupação - enfatizou - continua reduzindo nossas fronteiras, desafia e socava a possibilidade real de um Estado palestino e continua impondo uma guerra de agressões com a consequente destruição de escolas, hospitais e mesquitas.
As ações criminosas dos colonos intensificaram-se com ataques diretos contra nosso povo, contra terrenos agrícolas, e apesar de nossos alertas, as autoridades israelenses não retrocederam em seus propósitos ofensivos, reafirmou Abas.
Israel é responsável pelos fracassos contínuos para salvar o processo de paz, sua política ameaça quebrantar a estrutura da ANP e poderia transformar o conflito em nossa região em um conflito maior, denunciou o dirigente palestino.
Os Estados Unidos tentaram sem sucesso convencer Abas para que se abstivesse de apresentar seu pedido formal perante a ONU, pensando que este passo poderia acarretar uma eventual futura denúncia nos tribunais internacionais contra o forte aliado de Washington, Tel Aviv.
Meios internacionais noticiaram ao mesmo tempo que um palestino morreu e outros três ficaram feridos devido a disparos do exército israelense na Cisjordânia, depois de confrontos de rua em um ambiente de tensão pela intervenção de Abas.
Fontes policiais também informaram de choques na localidade de Beni Salha, Bilin e Naalin, e também no passo de Qalandia. Outros manifestantes se reuniram ao oeste de Ramala para protestar pela presença de forças militares israelenses.
Os soldados reprimiram os ativistas com gases lacrimogêneos e outros meios antidistúrbios sofisticados. Israel colocou 22 mil policiais ao longo da chamada Linha Verde -instituída pelo alto ao fogo de 1967- nas localidades israelenses de maioria árabe e em Jerusalém Leste.
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ONU: prossegue Assembleia Geral sob influência palestina
Nações Unidas, 24 set. (Prensa Latina) - Envolvida em uma trepidante atmosfera política depois da petição de rendimento do Estado Palestino na ONU, a Assembléia Geral avança hoje em sua quarta jornada de discursos de chefes de Estado, governo e chanceleres.
A realização de uma inusual jornada sabatina na sede da organização mundial obedece à longa lista de oradores inscritos para participarm no debate geral que durará até a próxima sexta-feira.
Por América Latina e as Caraíbas só subirão ao pódio do plenário quatro representantes caribenhos: San Vicente e Granadinas, Antiga e Barbuda, Barbados e Saint Kitts e Nevis, de acordo com a programação distribuída à imprensa.
A reunião, que conta com a assistência a mais de 120 governantes, foi sacudida na véspera com o pedido oficial fato pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, para que o Estado Palestino seja admitido como o membro número 194 da organização mundial.
A apresentação desse pedido levantou de seus assentos boa parte dos delegados participantes nos trabalhos da Assembleia, que emitiram prolongados aplausos de respaldo à causa palestina.
Essa ovação também mostrou a rejeição da grande maioria dos países às manobras que tratam de bloquear a aspiração dos palestinos, em particular Estados Unidos, Israel e alguns integrantes da União Europeia (UE).
Washington já anunciou que vetará a solicitação da ANP no Conselho de Segurança, órgão de 15 membros que deve analisar o caso e elaborar uma recomendação para a Assembleia Geral (193 assentos).
A demanda entregada por Abas ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, já foi transferida ao atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador do Líbano, Nawaf Salam.
O diplomata libanês anunciou que as consultas sobre a petição palestina começarão na próxima segunda-feira entre os integrantes do órgão encarregado da paz e da segurança internacionais.
Também ontem o chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, UE e ONU) emitiu uma declaração que quase omitiu o tema da petição feita pela ANP e pediu a retomada das negociações entre Israel e os palestinos.
Trata-se da mesma linha esgrimida por Washington para tratar de impedir que Abas fizesse seu pedido de adesão na ONU.
O Quarteto fixou o prazo de um mês para realizar reuniões preparatórias com o propósito de acrodar uma agenda e o modo de proceder nas eventuais conversas.
Assim mesmo, indicou que ambas as partes devem se comprometer com que o objetivo é "atingir um acordo dentro de um marco lembrado que não deve se estender para além do final de 2012".
Ao mesmo tempo, estabeleceu que Israel e os palestinos apresentem propostas nos próximos três meses em matéria de territórios e segurança e deu um semestre para que se produzam "progressos substanciais".
Eduardo Febbro
Sex, 23 de Setembro de 2011 10:02
Meir Magalit - Foto: Eduardo Febbro
Restam muito poucos. É preciso buscá-los com insistência, mas eles estão ali, presentes, solidários, fiéis a si mesmos, dignos, ativos, militantes, apoiados no humanismo que sustenta sua tradição política e comprometidos com a ação: são os homens e mulheres que representam a esquerda israelense, aqueles que, em um momento em que a esquerda de Israel era tragada no redemoinho eleitoral, ganharam um mandato nas urnas. Meir Margalit é um deles. Legislador da Municipalidade de Jerusalém, secretário geral do movimento israelense contra a demolição de casas (palestinas), ICAHD, Margalit é um pacifista em um país armado, cuja calma e determinação força muros inacessíveis.
Historiador e homem político, nesta entrevista à Carta Maior, Margalit assegura que o presidente da Autoridade Palestina pôs Israel em apuros e destaca as contradições nas quais está mergulhada a sociedade israelense, reconhecendo a crise pela qual passa a esquerda de seu país.
Como você analisa o pedido de reconhecimento do Estado palestino que Mahmud Abbas formaliza ante a ONU. É um erro estratégico, um gesto desesperado ou apenas um mero gesto simbólico que não acrescenta nada?
Não, não, de modo algum é um fracasso de Abbas. Muito antes de o pedido de Mahmud Abbas chegar às Nações Unidas, os palestinos já tinham vencido. E ganharam porque é a primeira vez, desde muito tempo, que eles dão o rumo geopolítico da agenda e da região. É também a primeira vez que conseguem pôr Israel em apuros. Faz muito tempo que Israel não conhece uma situação semelhante. Os palestinos encurralaram Israel, obrigaram-no a explicar ao mundo por que se negam a reconhecer um país.
Os palestinos colocaram Israel em uma situação grotesca. Eu creio que, desde essa perspectiva, os palestinos ganharam. Israel está se desgastando progressivamente. Apesar do veto dos Estados Unidos ao reconhecimento do Estado palestino, quando há mais de 130 países que votam a favor da Palestina isso equivale a uma mensagem muito clara dirigida a Israel.
Está se dizendo ao país: senhores, se vocês seguirem esse caminho, deixarão de fazer parte da grande família de países civilizados. Trata-se, então, de um grande êxito dos palestinos. É preciso mirar o impossível para obter algo possível. O que hoje parece impossível será possível cedo ou tarde. Mahmud Abbas teve muita coragem. Dizer não aos EUA como fez Abbas é um ato de saúde mental. Não conheço muitos líderes no mundo que sejam capazes de dizer aos Estados Unidos: "lamento amigo, mas não estou de acordo com o que vocês fazem". Estou convencido de uma coisa: se Israel seguir neste caminho vai colapsar. Não sei se em 20 ou 30 anos, mas esse caminho nos leva a um precipício. Se alguém não nos detiver, e digo alguém porque nós não temos nem a motivação nem o incentivo para parar, terminaremos nos destroçando em um precipício.
Quem parece ter cometido um erro estratégico é o primeiro ministro Benjamin Netanyahu. Ao invés de aceitar a possibilidade de um Estado Palestino e acompanhar a decisão impondo condições básicas para Israel, o Executivo se fechou na ameaça e na cegueira.
Por ser um estúpido, Netanyahu caiu na armadilha. Mas essa é a estupidez típica de todos os nacionalistas. Quando, em algum momento, o nacionalismo assume o controle, perde-se um pouco a sensatez. Netanyahu e o governo israelense a perderam. Sob a influência de grupos extremamente direitistas, Netanyahu errou o cálculo: em vez de fazer um cálculo nacional, fez um cálculo eleitoral.
A sociedade israelense parece ter um olhar duplo que, por curioso que pareça, revela uma mudança: por um lado tem medo de que Israel perca iniciativa e legitimidade, e, por outro, observa os fenômenos que se produzem com uma posição menos intransigente que antes.
É certo que existem mudanças substanciais na sociedade israelense. A mais fundamental é que hoje, no discurso nacional, estão se dizendo coisas que, há dez anos, não se podiam dizer. Por exemplo, há uma década a postura israelense consistia em dizer: não se devolvem territórios. Hoje, em troca, a questão mudou para converter-se em uma pergunta: que porcentagem de territórios é preciso devolver? Esta pergunta é muito transcendente e se a observamos sob um olhar de longo prazo vemos em seguida que se produziu uma mudança substancial. Se antes as pessoas se negavam a contemplar a possibilidade de devolver territórios, hoje compreende que é preciso devolver esses territórios e a discussão se concentra em saber em que porcentagem. Aqui, porém, ocorrem coisas contraditórias.
Por um lado, a sociedade israelense está disposta a considerar a possibilidade de terminar com a ocupação. As pessoas estão muito agoniadas com isso. Por outro lado, e isso é o paradoxal, segue votando nos partidos de direita enquanto que a extrema direita é cada vez mais forte e cada vez mais fundamentalista. Devo admitir que, aqui em Israel, os processos não são pretos ou brancos, há situações paradoxais, contraditórias. Estamos, então, diante de processos que apontam para direções distintas. É importante destacar uma coisa: nunca a esquerda israelense esteve tão mal no Parlamento e, no entanto, nota-se que o discurso nacional aceita ou repete o que a esquerda vem dizendo há muitos anos. E o que diz a esquerda israelense? Diz que é preciso acabar com a ocupação. Hoje, a maioria das pessoas, incluindo o primeiro ministro Benjamin Netanyahu, diz que essa ocupação terá que acabar em algum momento. Encontramos então outro paradoxo: a esquerda nunca esteve pior e também nunca esteve melhor.
Por acaso o surgimento dessa frente interna que nasceu com os jovens israelenses, os indignados, pode modificar o peso da balança política ou esse foi somente um fenômeno passageiro?
Creio que isso será absolutamente insignificante, não transcendental e em nada mudará o panorama político porque as eleições são dentro de dois anos e a memória do israelense médio é demasiado curta. Essas pessoas foram demasiadamente pacíficas para que o governo as levasse a sério. Aqui não houve piqueteros e não se queimou sequer um pneu ao longo de dois meses. Diante de manifestações dessa índole, fica muito fácil para o governo manipulá-las e deixá-las passar. Rapidamente ocorre algum arranjo cosmético, mas em regra geral não vejo que os indignados deixem uma marca na sociedade israelense.
Como se pode explicar o abismo no qual caiu a esquerda israelense? Ela praticamente despareceu como ator político, carece de credibilidade e de capacidade de mobilização, é uma voz ausente no jogo político nacional. Desapareceu como discurso, como peso político, como mensagem e como sentido.
Se falamos do trabalhismo isso é certo. Mais do que uma mudança, o trabalhismo sofreu uma degeneração, Hoje sabemos que o trabalhismo nunca foi de esquerda, usavam slogans esquerdistas, mas levavam na prática uma política capitalista e nacionalista. Não se pode ser socialista e também tão sionista como é o trabalhismo. Que resta então da esquerda aqui? Em última instância, sobramos nós, o Meretz. Meu pequeno partido tem hoje três membros no Parlamento, que conta com 120 acentos.
Estamos no limite de desaparecer porque fomos leais a nossas consignas. Era muito mais fácil tomar um caminho mais direitista e nacionalista e, dessa forma, ganhar alguns votos mais. Nós fomos consequentes e pagamos o preço. A partir do ano 2000 este país foi para a direita. Ficou mais de direita, mais fundamentalista, mais religioso. A presença de um personagem tétrico como o ministro de Relações Exteriores, Lieberman, me diz que nos convertemos em um país fascista. Essa é a melhor prova de que Israel se degradou muito. Por quê? Alguns dirão que é uma reação lógica aos atentados palestinos doa anos 2000, outros dirão que isso tem a ver com complexos que vem da época do Holocausto, outros dirão que persistem questões que estão nas próprias raízes do movimento sionista. Seja como for, está claro que a esquerda israelense está em crise.
Tradução: Marco Aurélio Weissheimer
Fonte: Carta Maior
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Nações Unidas, 23 set. (PL) O presidente da Autoridad Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, criticou Israel, hoje, por sua responsabilidade nos sucessivos fracassos das negociações de paz e, não obstante, exortou a reconstruir as pontes do diálogo.Expectativa mundial com pedido palestino de ingresso na ONU
Nações Unidas, 23 set. (Prensa Latina) - O mundo inteiro concentra hoje sua atenção sobre as Nações Unidas devido à anunciada apresentação de uma solicitação de reconhecimento do novo Estado Palestino para seu rendimento como membro da organização mundial.
O acontecimento deve ocorrer pouco depois das 11h00 de Nova Iorque (15:00 UTC), para quando está fixado uma reunião entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.
De acordo com o previsto, nesse encontro Abas entregará ao secretário geral da ONU uma carta que contém o pedido de admissão do Estado Palestino como integrante número 194 do organismo.
Segundo Ban Ki-moon, sua responsabilidade neste caso consiste em transferir a mensagem ao Conselho de Segurança, integrado por 15 membros, cinco deles permanentes e com direito de veto (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China).
Esse órgão deve analisar a carta e recomendar ou não o ingresso do solicitante à Assembleia Geral (193 países). A entrada definitiva requer dois terços dos votos do plenário.
De acordo com estimativas dos especialistas, a causa da ANP conta com o respaldo de mais de 120 países.
As decisões no Conselho de Segurança requerem de uma maioria de nove votos positivos e de nenhum contra de qualquer dos cinco permanentes (veto).
Mas os Estados Unidos já anunciou que vetará a aspiração palestina e exerce enormes pressões para evitar a apresentação do pedido de rendimento e forçar Abas a aceitar a retomada de negociações com Israel.
A ação norteamericana é secundada pela União Europeia, pelo governo Israelense e pelo secretário geral da ONU.
Além dos cinco membros permanentes, o Conselho de Segurança está formado hoje por Líbano, Colômbia, Nigéria, Gabão, Portugal, África do Sul, Bósnia e Herzegóvina, Brasil, Índia e Alemanha.
Em seu discurso perante a Assembleia Geral, o presidente estadunidense, Barack Obama, recusou na quarta-feira a ideia do ingresso do Estado Palestino na ONU e ratificou que o compromisso de seu país com a segurança de Israel é inquebrantável.
Para a mesma sessão matutina desta sexta-feira está anunciada a intervenção de Abbas perante o plenário da Assembleia Geral.
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Líder palestino denuncia perante a ONU política agressiva de Israel
Nações Unidas, 23 set. (Prensa Latina) - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, criticou hoje Israel por sua responsabilidade nos sucessivos fracassos das negociações de paz e, não obstante, exortou sua contraparte a reconstruir as pontes de diálogo.
Ao iniciar seu discurso na 66 Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e depois de entregar formalmente a solicitação oficial para ser um membro de pleno direito no organismo, Abas foi ovacionado de pé por parte das delegações diplomáticas presentes.
Podemos regressar de imediato à mesa de negociações sobre a base da legitimidade do Estado palestino, nossos esforços não estão dirigidos a isolar Israel, só queremos que seus assentamentos sejam considerados ilícitos, remarcou o dirigente.
Agregou que "em nome do povo palestino estendo a mão ao povo israelense em prol de conciliar a paz. (...) Até agora o fracasso das conversas é culpa da política colonialista de Israel e da ocupação militarizada de territórios palestinos", disse.
Abas destacou perante a Assembleia Geral da ONU que a política israelense de estabelecer colônias destruirá qualquer possibilidade de conseguir uma solução de dois Estados, para a qual há consenso internacional, apontou.
"A reivindicação e o direito de nosso povo à paz e à prosperidade é incontestável, desde há muito tempo deveria existir um Estado palestino, há uma primavera palestina que busca a independência. (...) A Palestina renasce, é minha mensagem", enfatizou o líder árabe.
Minutos antes de iniciar sua falação e diante das câmeras de televisão, Abas entregou ao secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, uma pasta com o escudo palestino que contém a carta de petição de soberania.
O presidente da ANP denunciou também uma política de limpeza étnica implementada por Israel, "tirando-nos de um território ancestral, a potência ocupante continua fazendo escavações em nossos lugares sagrados, acossando a cidade sagrada com assentamentos".
Tal ocupação - enfatizou - continua reduzindo nossas fronteiras, desafia e socava a possibilidade real de um Estado palestino e continua impondo uma guerra de agressões com a consequente destruição de escolas, hospitais e mesquitas.
As ações criminosas dos colonos intensificaram-se com ataques diretos contra nosso povo, contra terrenos agrícolas, e apesar de nossos alertas, as autoridades israelenses não retrocederam em seus propósitos ofensivos, reafirmou Abas.
Israel é responsável pelos fracassos contínuos para salvar o processo de paz, sua política ameaça quebrantar a estrutura da ANP e poderia transformar o conflito em nossa região em um conflito maior, denunciou o dirigente palestino.
Os Estados Unidos tentaram sem sucesso convencer Abas para que se abstivesse de apresentar seu pedido formal perante a ONU, pensando que este passo poderia acarretar uma eventual futura denúncia nos tribunais internacionais contra o forte aliado de Washington, Tel Aviv.
Meios internacionais noticiaram ao mesmo tempo que um palestino morreu e outros três ficaram feridos devido a disparos do exército israelense na Cisjordânia, depois de confrontos de rua em um ambiente de tensão pela intervenção de Abas.
Fontes policiais também informaram de choques na localidade de Beni Salha, Bilin e Naalin, e também no passo de Qalandia. Outros manifestantes se reuniram ao oeste de Ramala para protestar pela presença de forças militares israelenses.
Os soldados reprimiram os ativistas com gases lacrimogêneos e outros meios antidistúrbios sofisticados. Israel colocou 22 mil policiais ao longo da chamada Linha Verde -instituída pelo alto ao fogo de 1967- nas localidades israelenses de maioria árabe e em Jerusalém Leste.
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ONU: prossegue Assembleia Geral sob influência palestina
Nações Unidas, 24 set. (Prensa Latina) - Envolvida em uma trepidante atmosfera política depois da petição de rendimento do Estado Palestino na ONU, a Assembléia Geral avança hoje em sua quarta jornada de discursos de chefes de Estado, governo e chanceleres.
A realização de uma inusual jornada sabatina na sede da organização mundial obedece à longa lista de oradores inscritos para participarm no debate geral que durará até a próxima sexta-feira.
Por América Latina e as Caraíbas só subirão ao pódio do plenário quatro representantes caribenhos: San Vicente e Granadinas, Antiga e Barbuda, Barbados e Saint Kitts e Nevis, de acordo com a programação distribuída à imprensa.
A reunião, que conta com a assistência a mais de 120 governantes, foi sacudida na véspera com o pedido oficial fato pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abas, para que o Estado Palestino seja admitido como o membro número 194 da organização mundial.
A apresentação desse pedido levantou de seus assentos boa parte dos delegados participantes nos trabalhos da Assembleia, que emitiram prolongados aplausos de respaldo à causa palestina.
Essa ovação também mostrou a rejeição da grande maioria dos países às manobras que tratam de bloquear a aspiração dos palestinos, em particular Estados Unidos, Israel e alguns integrantes da União Europeia (UE).
Washington já anunciou que vetará a solicitação da ANP no Conselho de Segurança, órgão de 15 membros que deve analisar o caso e elaborar uma recomendação para a Assembleia Geral (193 assentos).
A demanda entregada por Abas ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, já foi transferida ao atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador do Líbano, Nawaf Salam.
O diplomata libanês anunciou que as consultas sobre a petição palestina começarão na próxima segunda-feira entre os integrantes do órgão encarregado da paz e da segurança internacionais.
Também ontem o chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, UE e ONU) emitiu uma declaração que quase omitiu o tema da petição feita pela ANP e pediu a retomada das negociações entre Israel e os palestinos.
Trata-se da mesma linha esgrimida por Washington para tratar de impedir que Abas fizesse seu pedido de adesão na ONU.
O Quarteto fixou o prazo de um mês para realizar reuniões preparatórias com o propósito de acrodar uma agenda e o modo de proceder nas eventuais conversas.
Assim mesmo, indicou que ambas as partes devem se comprometer com que o objetivo é "atingir um acordo dentro de um marco lembrado que não deve se estender para além do final de 2012".
Ao mesmo tempo, estabeleceu que Israel e os palestinos apresentem propostas nos próximos três meses em matéria de territórios e segurança e deu um semestre para que se produzam "progressos substanciais".
Plantio direto reduz erosão em mais de 90%
Portal Dia de Campo - Kamila Pitombeira
Cultura de hortaliças se beneficia com a diminuição do custo de produção, de pragas e doenças
A técnica de plantio direto já é bastante disseminada no meio rural, principalmente quando o assunto é um sistema sustentável. No entanto, o assunto se torna mais específico quando falamos do plantio em hortaliças, tema de palestra realizada no dia 30 de agosto, na Fazenda Rio Grande, em Nova Friburgo (RJ). Segundo Nuno Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças, a técnica apresenta diversas vantagens. A primeira delas é a redução dos processos de erosão em mais de 90%. Outra vantagem seria a economia de água, capinas e adubo.
— O plantio direto aumenta a quantidade de matéria orgânica no sistema. Com isso, o custo de produção fica mais baixo. De forma geral, pensamos em um sistema que busca saúde do solo e, consequentemente, da planta que irá se desenvolver sobre ele. Então, em vez do sistema de preparo do solo convencional, com aração, gradagem e enxada rotativa, fazemos o preparo biológico utilizando plantas de cobertura, seguido do manejo dessas plantas, seja por roçada ou pela dessecação — afirma o pesquisador.
Nesse sistema, o plantio é feito no meio da palha e o único cuidado adicional em relação ao plantio convencional seria o preparo da palhada que precisa de um período entre 40 e 70 dias para ser feita.
— Essa técnica promove um sistema mais saudável, já que contamos com mais matéria orgânica e diversidade de planta. Além disso, a dispersão de doenças e pragas é reduzida — conta.
De acordo com Madeira, a ocorrência de doenças diminui à medida que diminui o escorrimento de água, o que provoca respingos que batem no solo e propagam esporos de fungos, por exemplo. No caso das pragas, o combate seria feito devido ao maior número de obstáculos e diversidade. O pesquisador fala também sobre dados de pesquisas que mostram uma redução de 10% a 20% do custo de produção ao utilizar a técnica.
— A técnica do plantio direto contribui para a formação de um sistema mais saudável. Esse é um benefício para a agricultura e para a sociedade — conclui ele.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Hortaliças através do número (61) 3385-9000.
Cultura de hortaliças se beneficia com a diminuição do custo de produção, de pragas e doenças
A técnica de plantio direto já é bastante disseminada no meio rural, principalmente quando o assunto é um sistema sustentável. No entanto, o assunto se torna mais específico quando falamos do plantio em hortaliças, tema de palestra realizada no dia 30 de agosto, na Fazenda Rio Grande, em Nova Friburgo (RJ). Segundo Nuno Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças, a técnica apresenta diversas vantagens. A primeira delas é a redução dos processos de erosão em mais de 90%. Outra vantagem seria a economia de água, capinas e adubo.
— O plantio direto aumenta a quantidade de matéria orgânica no sistema. Com isso, o custo de produção fica mais baixo. De forma geral, pensamos em um sistema que busca saúde do solo e, consequentemente, da planta que irá se desenvolver sobre ele. Então, em vez do sistema de preparo do solo convencional, com aração, gradagem e enxada rotativa, fazemos o preparo biológico utilizando plantas de cobertura, seguido do manejo dessas plantas, seja por roçada ou pela dessecação — afirma o pesquisador.
Nesse sistema, o plantio é feito no meio da palha e o único cuidado adicional em relação ao plantio convencional seria o preparo da palhada que precisa de um período entre 40 e 70 dias para ser feita.
— Essa técnica promove um sistema mais saudável, já que contamos com mais matéria orgânica e diversidade de planta. Além disso, a dispersão de doenças e pragas é reduzida — conta.
De acordo com Madeira, a ocorrência de doenças diminui à medida que diminui o escorrimento de água, o que provoca respingos que batem no solo e propagam esporos de fungos, por exemplo. No caso das pragas, o combate seria feito devido ao maior número de obstáculos e diversidade. O pesquisador fala também sobre dados de pesquisas que mostram uma redução de 10% a 20% do custo de produção ao utilizar a técnica.
— A técnica do plantio direto contribui para a formação de um sistema mais saudável. Esse é um benefício para a agricultura e para a sociedade — conclui ele.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Hortaliças através do número (61) 3385-9000.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Discurso apolítico de Dinho e “merchan” de Kiedis: isso é rock?
Mauricio Stycer é jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL.
Leia mais
Contato: mauriciostycer@uol.com.br
Discurso apolítico de Dinho e “merchan” de Kiedis: isso é rock?
Dois momentos chamaram a atenção na segunda noite do Rock in Rio. O primeiro foi a comoção causada pelo Capital Inicial ao cantar “Que País É Este?”, de Renato Russo. O segundo, a performance de Anthony Kiedis, do Red Hot Chili Peppers.
Dinho Ouro Preto levou a plateia ao delírio, antes de cantar a música, ao fazer um breve discurso de cunho “político”. “Todo governo é ruim”, disse, antes de “dedicar” a canção ao senador Jose Sarney, que foi “homenageado” pelos presentes com um coro de palavrões.
Disse Dinho: “A gente descobriu que gostava de falar mal de qualquer governo. Fosse ele de direita ou de esquerda, todos são iguais. A regra básica é: nunca confie em político”.
Alguém disse que Dinho sempre teve essa postura “anarquista”. Na minha opinião isso é “anarquismo de boutique”. É um discurso infantil, apolítico, que rebaixa a discussão ao pior nível possível. Lamentável.
Já Anthony Kiedis mostrou que a rebeldia hoje é aparecer diante de 100 mil pessoas ao vivo, e de milhões na televisão, usando camiseta com propaganda de cerveja. E pior, de marca concorrente à da patrocinadora do festival.
O vocalista do Red Hot Chili Peppers passou a maior parte da performance com uma camiseta promocional da Brahma, que patrocinou um show da banda no Peru. As câmeras da Globo, que transmitiam o evento, lutavam desesperadamente para não mostrar a marca e fazer propaganda gratuita para uma concorrente da Heineken, a patrocinadora do Rock in Rio.
Isso é rebeldia? Muito triste se o discurso de Dinho e a atitude de Kiedis são o que o rock tem de melhor para mostrar hoje dia.
Tags: anthony kiedis, brahma, capital inicial, dinho ouro preto, heineken, política, red hot chili peppers, rock in rio
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Discurso apolítico de Dinho e “merchan” de Kiedis: isso é rock?
Dois momentos chamaram a atenção na segunda noite do Rock in Rio. O primeiro foi a comoção causada pelo Capital Inicial ao cantar “Que País É Este?”, de Renato Russo. O segundo, a performance de Anthony Kiedis, do Red Hot Chili Peppers.
Dinho Ouro Preto levou a plateia ao delírio, antes de cantar a música, ao fazer um breve discurso de cunho “político”. “Todo governo é ruim”, disse, antes de “dedicar” a canção ao senador Jose Sarney, que foi “homenageado” pelos presentes com um coro de palavrões.
Disse Dinho: “A gente descobriu que gostava de falar mal de qualquer governo. Fosse ele de direita ou de esquerda, todos são iguais. A regra básica é: nunca confie em político”.
Alguém disse que Dinho sempre teve essa postura “anarquista”. Na minha opinião isso é “anarquismo de boutique”. É um discurso infantil, apolítico, que rebaixa a discussão ao pior nível possível. Lamentável.
Já Anthony Kiedis mostrou que a rebeldia hoje é aparecer diante de 100 mil pessoas ao vivo, e de milhões na televisão, usando camiseta com propaganda de cerveja. E pior, de marca concorrente à da patrocinadora do festival.
O vocalista do Red Hot Chili Peppers passou a maior parte da performance com uma camiseta promocional da Brahma, que patrocinou um show da banda no Peru. As câmeras da Globo, que transmitiam o evento, lutavam desesperadamente para não mostrar a marca e fazer propaganda gratuita para uma concorrente da Heineken, a patrocinadora do Rock in Rio.
Isso é rebeldia? Muito triste se o discurso de Dinho e a atitude de Kiedis são o que o rock tem de melhor para mostrar hoje dia.
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CONVITE
CONVITE
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Jitaúna e o Mandato Popular do Vereador Edson; vem por meio deste convidar a toda comunidade para participar da secção ordinária que será realizada nesta SEGUNDA FEIRA as 19:30 na CÂMARA DE VEREADORES de Jitaúna na ocasião será apreciada as contas do gestor que foi rejeitadas pelo TCM.
Sua presença será indispensável para a construção de uma JITAÚNA DE TODOS NÓS
____________________________
Edson Silva Souza
Vereador
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Jitaúna e o Mandato Popular do Vereador Edson; vem por meio deste convidar a toda comunidade para participar da secção ordinária que será realizada nesta SEGUNDA FEIRA as 19:30 na CÂMARA DE VEREADORES de Jitaúna na ocasião será apreciada as contas do gestor que foi rejeitadas pelo TCM.
Sua presença será indispensável para a construção de uma JITAÚNA DE TODOS NÓS
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Edson Silva Souza
Vereador
Pasta do Trabalho vira balcão do PDT
No comando do rateio de recursos milionários do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, abrigou parte da cúpula do seu partido, o PDT, na pasta e encontrou brecha para turbinar centrais sindicais, impedidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de receber dinheiro público devido a irregularidades no passado. Só neste ano, conforme informações do Estadão, entidades vinculadas a centrais já receberam R$ 11 milhões.
O ministro mantém dez integrantes da Executiva do PDT em postos de comando do ministério e um outro personagem da cúpula partidária na Fundacentro, instituição ligada à pasta. O tesoureiro do partido, Marcelo Panella, foi chefe de gabinete de Lupi até o início do mês passado, auge da faxina ministerial, quando deixou o cargo a pretexto de cuidar de negócios pessoais.
“Todos são filiados ao PDT, o que pesou, sim, para suas nomeações”, disse o ministro, confirmando a lista de correligionários que nomeou. “Reitero que todos os seus cargos são de livre provimento”, completou. No jargão burocrático, isso significa que ele entende que cabe a ele preencher os cargos da forma que entender melhor.
Panella e Lupi são amigos há 25 anos, segundo o próprio ministro. Os dois chegaram a ser sócios no Rio de Janeiro, no Auto Posto São Domingos e São Paulo, mas a falta de alvarás não permitiu o funcionamento do negócio.
Sucessor de Leonel Brizola na presidência do PDT, Lupi chegou ao bloco F da Esplanada dos Ministérios em 2007, após perder a disputa para governar o Rio e por ter apoiado a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele tirou licença do comando do PDT para assumir o ministério, mas continuou mandando no partido, numa confusão de fronteiras entre o cargo no governo e a militância. O critério político-partidário pesou na escolha de alguns dos principais cargos do ministéro.
Além de Lupi, o secretário executivo da pasta, Paulo Roberto Santos Pinto, também é integrante da Executiva Nacional. Da mesma forma, comandam o partido quatro assessores diretos do ministro: o secretário de Políticas para o Emprego, Carlo Roberto Simi, e a diretora de Qualificação, Ana Paula da Silva.
O ministro mantém dez integrantes da Executiva do PDT em postos de comando do ministério e um outro personagem da cúpula partidária na Fundacentro, instituição ligada à pasta. O tesoureiro do partido, Marcelo Panella, foi chefe de gabinete de Lupi até o início do mês passado, auge da faxina ministerial, quando deixou o cargo a pretexto de cuidar de negócios pessoais.
“Todos são filiados ao PDT, o que pesou, sim, para suas nomeações”, disse o ministro, confirmando a lista de correligionários que nomeou. “Reitero que todos os seus cargos são de livre provimento”, completou. No jargão burocrático, isso significa que ele entende que cabe a ele preencher os cargos da forma que entender melhor.
Panella e Lupi são amigos há 25 anos, segundo o próprio ministro. Os dois chegaram a ser sócios no Rio de Janeiro, no Auto Posto São Domingos e São Paulo, mas a falta de alvarás não permitiu o funcionamento do negócio.
Sucessor de Leonel Brizola na presidência do PDT, Lupi chegou ao bloco F da Esplanada dos Ministérios em 2007, após perder a disputa para governar o Rio e por ter apoiado a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele tirou licença do comando do PDT para assumir o ministério, mas continuou mandando no partido, numa confusão de fronteiras entre o cargo no governo e a militância. O critério político-partidário pesou na escolha de alguns dos principais cargos do ministéro.
Além de Lupi, o secretário executivo da pasta, Paulo Roberto Santos Pinto, também é integrante da Executiva Nacional. Da mesma forma, comandam o partido quatro assessores diretos do ministro: o secretário de Políticas para o Emprego, Carlo Roberto Simi, e a diretora de Qualificação, Ana Paula da Silva.
VITÓRIA DA CONQUISTA RECEBE MORADIAS DO MINHA CASA, MINHA VIDA NESTA SEGUNDA
Author: Gidasio Silva.
Vitória da Conquista inaugura casas Programa Minha Casa Minha Vida
. Foto: bahiatododia
Novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida serão entregues em Vitória da Conquista nesta segunda-feira (26), às 9h30. Desta vez, são 686 moradias que pertencem aos residenciais América Unida e Europa Unida, localizados na BR-116, sentido Barra do Choça-Vitória da Conquista. Participam da entrega o governador Jaques Wagner, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, o prefeito do município, Guilherme Menezes, entre outras autoridades.
Ainda Vitória da Conquista, o governador participa, às 10h30, da inauguração da fecularia do Complexo Industrial da Cooperativa Mista Agropecuária de Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia, instalada na BR-116 (sentido Rio de Janeiro), no Povoado Corta Lote. Com informações da Secom/Ba.
Vitória da Conquista inaugura casas Programa Minha Casa Minha Vida
. Foto: bahiatododia
Novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida serão entregues em Vitória da Conquista nesta segunda-feira (26), às 9h30. Desta vez, são 686 moradias que pertencem aos residenciais América Unida e Europa Unida, localizados na BR-116, sentido Barra do Choça-Vitória da Conquista. Participam da entrega o governador Jaques Wagner, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, o prefeito do município, Guilherme Menezes, entre outras autoridades.
Ainda Vitória da Conquista, o governador participa, às 10h30, da inauguração da fecularia do Complexo Industrial da Cooperativa Mista Agropecuária de Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia, instalada na BR-116 (sentido Rio de Janeiro), no Povoado Corta Lote. Com informações da Secom/Ba.
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